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Árbitro justifica expulsões e nega ter pedido Mirassol para chorar no vestiário

Árbitro Zanovelli nega ter pedido para Mirassol chorar no vestiário; expulsões de técnico e jogador geram tensão, com escolta policial ao final do jogo

Árbitro Paulo Cesar Zanovelli — Foto: Alexandre Durão
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  • O árbitro Paulo César Zanovelli negou ter pedido aos jogadores do Mirassol para “chorarem no vestiário” e afirmou na súmula que tal afirmação é inverídica, após a partida contra o Bahia.
  • A acusação foi feita pelo zagueiro João Victor e por dois dirigentes do Mirassol, que reclamaram de falas do árbitro após o gol polêmico no Brasileirão.
  • Na súmula, Zanovelli justificou as expulsões: Rafael Guanaes, técnico do Mirassol, por chutar copos de água; Eduardo, jogador do Mirassol, por gestos de revisão do VAR e por proferir insultos durante o lance reclamado.
  • O término da partida terminou com a área cercada por policiais; Zanovelli permaneceu no meio-campo por cerca de trinta e cinco minutos enquanto a segurança era organizada.
  • Em entrevista, o dirigente do Mirassol Paulinho disse que a arbitragem tirou o foco do time e que um árbitro que sugere chorarem no vestiário não deveria apitar novamente.

O árbitro Paulo César Zanovelli negou ter pedido aos jogadores do Mirassol que chorassem no vestiário após o jogo contra o Bahia, pela 11ª rodada do Brasileirão. A declaração consta na súmula do árbitro.

Zanovelli afirmou que as palavras atribuídas por João Victor Carroll Santana, capitão do Mirassol, não foram proferidas por ele nem por membros da equipe de arbitragem. A acusação foi feita após o confronto deste sábado.

O jogo ocorreu no Maião, em Mirassol, com o Bahia como visitante. Os autos também registram expulsões durante a partida, alegadamente relacionadas a condutas dos atletas da equipe paulista.

Expulsões e contestações

Na súmula, o árbitro justificou a expulsão de Rafael Silva Guanaes, técnico do Mirassol, por chutar copos de água próximos à área técnica durante o protesto. Ele também expulsou Eduardo, 33, banco de reservas, por gestos e por palavras proferidas durante o lance reclamado.

Segundo o relato, Eduardo mostrou um tablet com imagens do lance e teria dito frases ofensivas ao árbitro, conforme informado pelo quarto árbitro. A súmula cita expressões usadas pelo jogador ao reagir ao ver o lance em revisão.

Após o apito final, Zanovelli permaneceu no centro do campo cercado por policiais militares. O telão exibiu repetidamente o lance polêmico, enquanto torcedores e membros da comissão técnica do Mirassol protestavam.

Acompanhamento policial e acesso aos vestiários

O comandante informou que, naquele momento, o contingente não era suficiente para liberar o acesso ao vestiário. Com reforço, a arbitragem pôde retornar ao vestiário de forma mais segura, ainda sob escolta até o hotel.

Relatos de segurança também mencionam momentos de tensão no entorno do gramado, com gestos provocativos e apelos de apoio à equipe de arbitragem. A equipe de arbitragem só pôde conduzir os trabalhos após a proteção policial.

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