- A Confederação Brasileira de Futebol, por meio de sua agência de regulação, vai pedir informações ao Santos sobre uma dívida de R$ 90 milhões com Neymar, relacionada a direitos de imagem.
- O objetivo é esclarecer como a renegociação foi registrada na contabilidade do clube e verificar a operação conforme as regras de fair play financeiro, em vigor desde 2026.
- A ANRESF (Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol) atua para checar o cumprimento dos critérios de controle de gastos e transparência.
- O Santos deverá detalhar seus passivos, explicar a estrutura da operação de direitos de imagem e a justificativa contábil usada pela auditoria do clube.
- O acordo atual prevê R$ 5 milhões no primeiro semestre e parcelas mensais de R$ 1,5 milhão até 2030; a abertura ocorreu após reportagens e informações do Conselho Fiscal sobre reclassificações contábeis que reduziram custos operacionais.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF), por meio de sua agência de regulação, vai solicitar ao Santos informações sobre a dívida de 90 milhões de reais com Neymar. A operação envolve direitos de imagem do jogador e foi renegociada duas vezes. O objetivo é esclarecer como o passivo foi registrado na contabilidade do clube.
O pedido deverá ocorrer nos próximos dias, dentro de um procedimento de averiguação das regras de fair play financeiro, em vigor desde 2026. A ANRESF, criada em janeiro, supervisiona o cumprimento dos critérios de controle de gastos e transparência.
O Santos deverá detalhar seus passivos e explicar a estrutura da operação com os direitos de imagem de Neymar. Também será analisada a justificativa técnica adotada pela auditoria do clube para o registro contábil.
A dívida atual resulta de um acordo que prevê pagamentos de 5 milhões de reais no primeiro semestre, seguidos de parcelas de 1,5 milhão até 2030. O objetivo é verificar a consistência contábil e a conformidade com as regras de governança.
Contexto regulatório
A abertura do procedimento foi motivada por reportagens e por informações do Conselho Fiscal do Santos, que apontou reclassificações contábeis que reduziram custos operacionais em períodos específicos. Detalhes sobre o registro no balanço não foram tornados públicos.
Casos semelhantes já ocorreram no futebol brasileiro, incluindo situações envolvendo empréstimos com juros elevados ligados a investidores específicos, como medida de transparência e conformidade financeira.
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