- Justiça suspende, por liminar, a assembleia geral de associados do Corinthians marcada para 18 de abril, que votaria a reforma do estatuto.
- A decisão, proferida pelo juiz Luis Fernando Nardelli, atendeu a pedido do conselheiro Felipe Ezabella, que apontou falhas no processo.
- A liminar afirma que realizar a votação com falhas pode invalidar decisões, gerar instabilidade no clube e colocar em risco a segurança dos associados.
- Entre os pontos de debate estavam o direito de voto dos torcedores e a possibilidade de transformar o clube em Sociedade Anônima do Futebol, além de propostas como ampliação do colégio eleitoral e responsabilização de dirigentes.
- O contexto envolve conflitos internos desde março, incluindo acusações de interferência entre Osmar Stabile e Romeu Tuma Júnior e a suspensão temporária do mandato de Tuma, que levou à convocação da assembleia suspensa pela liminar.
A Justiça suspendeu a votação da reforma do estatuto do Corinthians prevista para 18 de abril. A liminar foi concedida nesta segunda-feira (13.abr.2026) pela 3ª Vara Cível do Foro Regional do Tatuapé, após pedido do conselheiro Felipe Ezabella. A decisão aponta que realizar a assembleia com falhas no processo pode invalidar decisões, gerar instabilidade e colocar em risco a segurança dos associados.
Ezabella informou ter recorrido à Justiça após alertas internos sobre irregularidades no processo. A medida busca assegurar que a discussão ocorra dentro das regras, com foco em propostas como ampliação do colégio eleitoral, voto do torcedor, responsabilização de dirigentes e reestruturação de órgãos internos do clube.
O que motivou o debate foi a reforma do estatuto que começou a ser discutida em 9 de março, em reunião de conselheiros no Parque São Jorge. Entre os pontos avaliados estavam o direito de voto dos torcedores e a transformação do clube em SAF (Sociedade Anônima do Futebol).
O presidente interino Osmar Stabile reagiu a acusações envolvendo o presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, afirmando que houve interferência na gestão e até ameaça em encontro anterior. Stabile relatou que, segundo ele, deveria cumprir exigências sob risco de retaliação.
Após o episódio, a reunião de conselheiros terminou sem deliberações, com discussões acaloradas. Dias depois, Stabile convocou nova sessão para discutir o afastamento cautelar de Tuma, que ocorreu em 23 de março com a maioria de votos entre os presentes.
Nessa sessão, 115 dos 137 conselheiros votaram pela saída de Tuma, decisão que permanece contestada internamente. Mesmo sem confirmação judicial de afastamento, Tuma manteve a convocação da assembleia geral para 18 de abril, agora suspensa por liminar.
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