- STJD ofereceu nove denúncias após o Dérbi entre Corinthians e Palmeiras, realizado na Neo Química Arena, com julgamento de quatro atletas, o preparador de goleiros Luiz Fernando dos Santos e ambos os clubes.
- André e Matheuzinho podem ser punidos pelas expulsões; Breno Bidon e Santos respondem pela confusão nos vestiários; Hugo Souza é acusado por declarações sobre a arbitragem.
- Corinthians é alvo por drone com porco de pelúcia, atraso para começar os tempos e por suposto racismo contra o ex-goleiro Carlos Miguel; o episódio do pipa também entra na denúncia.
- O Palmeiras é mencionado em denúncia relacionada à confusão no túnel de acesso aos vestiários.
- Caso de racismo envolve Carlos Miguel, com Corinthians também citado por ato discriminatório; também há acusação de atraso de quatro minutos no primeiro tempo e dois minutos no segundo.
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) apresentou nove denúncias após o Dérbi entre Corinthians e Palmeiras, realizado no domingo, na Neo Química Arena. O empate sem gols foi marcado por tumultos dentro e fora de campo, com expulsões para o elenco alvinegro. Além das punições individuais, o clube também foi denunciado por condutas diversas durante a partida.
As acusações envolvem quatro atletas e o preparador de goleiros Luiz Fernando dos Santos. O Corinthians também responde por ações ocorridas ao longo do confronto, incluindo atraso no início dos dois tempos, a invasão de um drone com um porco de pelúcia e uma linha de pipa. A relação entre o clube e as confusões no tunel de acesso aos vestiários também é alvo de apuração.
Denúncias e jogadores envolvidos
André e Matheuzinho devem responder pelas expulsões ocorridas durante o clássico, com sanções previstas pelo CBJD. Breno Bidon e Santos são citados pela confusão nos vestiários. Hugo Souza é acusado por declarações após o jogo que teriam desonestidade apontada pela arbitragem.
Matéria aponta que Hugo terá de responder pelo que disse na entrevista, enquadrado no Artigo 243-F por ofensa à honra relacionada ao desporto, com possibilidade de multa e suspensão.
Breno Bidon aparece como agressor em relatos do túnel, enquadrado pelo Artigo 250, com suspensão prevista de 1 a 3 partidas. Luiz Fernando dos Santos, preparador, responde pelo Artigo 257, envolvendo participação em rixa ou tumulto, com suspensão de até 10 partidas.
O Corinthians enfrenta ainda denúncia sob o Artigo 213, III, referente à ausência de providências para evitar o lançamento de objetos no campo, envolvendo o drone com o peluche e a linha de pipa. A punição pode incluir multa e perda de mando de campo.
Caso de racismo
O goleiro Carlos Miguel, do Palmeiras, sofreu insultos racistas de uma torcedora do Corinthians. O ato é enquadrado no Artigo 243-G, que trata de atos discriminatórios, desdenhos ou ultrajes relacionados à raça ou origem. O Corinthians também é citado por participação em rixa no tunel de acesso aos vestiários, sob o Artigo 257.
O STJD aponta que a soma das infrações pode justificar medidas mais severas devido ao histórico de incidentes ligados ao clássico. As decisões cabem aos julgamentos programados pelo tribunal, com base nas provas apresentadas.
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