- A Conmebol aponta 1,68% de jogos com incidentes racistas entre 2018 e 2025, totalizando 75 partidas com discriminação em 4.451 partidas organizadas pela entidade.
- A secretária-geral adjunta Montserrat Jimezes critica multas, defendendo que o dinheiro é usado para um fundo de educação contra o racismo.
- Segundo ela, o torcedor gosta de punição financeira porque é o clube quem paga a multa, enfatizando a responsabilidade dos clubes pelo comportamento de seus torcedores.
- A dirigente afirmou que, apesar da educação avançar, houve 18 jogos com atos racistas em um ano, entre 650 partidas, e que os jogadores têm se mostrado mais dispostos a denunciar.
- Há estudo em parceria com a FIFA para criar um banco de dados com torcedores racistas para banimento de estádios mundialmente, mas o projeto ainda não saiu do papel devido a questões jurídicas e de proteção de dados.
O Comité Sul-Americano de Futebol divulgou dados sobre incidentes racistas ocorridos em partidas sob sua organização desde 2018. Foram 75 jogos com episódios de discriminação em 4.451 jogos administrados pela Conmebol, equivalentes a 1,68% do total. A divulgação foi feita pela secretária-geral adjunta, em entrevista sobre as ações de combate ao racismo.
Segundo a dirigente, a Conmebol tem trabalhado para ampliar a educação contra a discriminação, defendendo que multas não são suficientes para mudar comportamentos. Ela afirma que o dinheiro arrecadado com punições deve ser revertido para projetos educativos, contribuindo para reduzir a recorrência de atos racistas.
A executiva ressaltou que a denúncia por parte de jogadores e staff vem aumentando, o que indica maior conscientização. Além disso, citou a intenção de criar um banco de dados com o objetivo de restringir a presença de torcedores envolvidos em casos de racismo em estádios, inclusive em competições internacionais, dependendo de questões legais.
Dados e contexto
A secretária-geral adjunta mencionou planos de cooperação com a Fifa para formar uma lista de pessoas envolvidas em atos discriminatórios. O objetivo é excluir esses torcedores de eventos continentais e mundiais. O projeto ainda depende de soluções jurídicas para viabilização.
Ela ressaltou ainda que, embora a ideia seja efetiva para impedir o acesso, a proteção de dados impõe limites. A executiva observou que, no Brasil, o racismo é crime com pena de prisão prevista, o que influencia as medidas legais e administrativas adotadas.
Entre na conversa da comunidade