- A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) notificou a Ponte Preta e pediu um relatório para apurar atrasos salariais recorrentes.
- O prazo inicial era de dez dias úteis, mas, a pedido da Ponte, os documentos devem ser entregues até o começo de maio, incluindo demonstrativos de pagamentos a atletas e funcionários.
- A diligência é uma etapa para análise contábil antes de possível abertura de procedimento, conforme regimento da ANRESF.
- Casos apontados incluem atletas que receberam apenas três salários desde junho de 2025 e funcionários que podem chegar a um ano sem pagamento, agravando a crise financeira do clube.
- O clube enfrenta investigação do Ministério Público do Trabalho por atrasos salariais e alegações de assédio moral; na parte financeira, a Ponte registrou déficit de R$ 33,5 milhões em 2025, e o time segue sem vencer na Série B.
A ANRESF, Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol, notificou a Ponte Preta para apresentar um relatório que apure os atrasos salariais no clube. A medida visa fiscalizar o cumprimento do fair play financeiro.
O ofício foi encaminhado após a diretoria levar ao conhecimento da agência a gravidade da crise econômica do Alvinegro. O prazo inicial era de 10 dias úteis, mas, a pedido do departamento jurídico da Ponte, os documentos devem chegar até o começo de maio.
Entre os itens solicitados estão demonstrativos de pagamentos a atletas e funcionários, para análise contábil.
Por ora, trata-se de uma diligência documental. A ANRESF pode ampliar o foco da investigação conforme os resultados das análises iniciais, conforme prevê o regimento interno da agência.
Segundo apuração do ge, há relatos de atletas que receberam apenas três salários desde junho de 2025 e funcionários com quase um ano sem pagamento. A situação financeira também atinge cargos administrativos de menor vencimento, com impactos no dia a dia.
O balanço financeiro de 2025, apresentado pela diretoria, aponta déficit de R$ 33,5 milhões no período. O levantamento foi divulgado após a eleição de Marco Antonio Eberlin para o posto de vice-presidente, mantendo-o também como diretor de futebol.
O clube está sob escrutínio também do Ministério Público do Trabalho, que investiga denúncias de atraso salarial e assédio moral, segundo nota oficial da assessoria de imprensa. A Ponte afirma que não se pronunciará sobre o caso.
Em campo, a situação preocupa: após derrota para o Náutico, a Ponte segue sem vencer na Série B, com apenas um ponto e na vice-lanterna. Na temporada, o time acumula 11 derrotas, dois empates e uma vitória, contabilizando Paulistão, Copa do Brasil e Série B.
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