- O senador Chuck Schumer pediu à Fifa que arque com os custos de transporte público nas cidades-sede da Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos, México e Canadá.
- A cobrança é discutida após reportagem do New York Times sobre a NJ Transit avaliar cobrar mais de US$ 100 de passagem entre a Penn Station, em Manhattan, e o MetLife Stadium, em East Rutherford.
- Schumer afirmou que a Fifa lucrará quase US$ 11 bilhões com a competição e que moradores de Nova York não devem ser responsáveis por esse custo.
- A NJ Transit disse que os valores não foram definidos e que qualquer referência ao custo seria especulação não confirmada.
- A reportagem do NYT aponta que o custo da operação para oito jogos no MetLife poderia chegar a cerca de US$ 48 milhões, com a segurança sendo apontada como principal fator para o repasse na passagem.
O senador Chuck Schumer, líder do Partido Democrata no Senado, pediu nesta terça-feira que a Fifa arque com os custos de transporte público nas cidades-sede da Copa do Mundo de 2026. O campeonato será disputado nos EUA, no México e no Canadá entre 11 de junho e 19 de julho.
A solicitação ocorreu após a divulgação de uma reportagem do The New York Times, que aponta a possibilidade de cobrar mais de US$ 100 pela passagem entre a estação Penn, em Manhattan, e o estádio MetLife, em East Rutherford. A tarifa representaria um aumento de aproximadamente 700% em relação ao preço normal de US$ 12,90.
Schumer afirmou, em rede social, que a Fifa lucraria quase US$ 11 bilhões com a competição, enquanto moradores da região teriam de arcar com o custo do transporte. O congressista pediu que a entidade assuma as despesas para as cidades e estados anfitriões, para não transferir o peso aos usuários.
A Fifa não se pronunciou oficialmente sobre o assunto até o momento. Em resposta, a New Jersey Transit informou ao NYT que os valores não foram definidos e que qualquer referência ao custo é especulação não confirmada. A matéria cita fontes anônimas da empresa pública.
Segundo o jornal, o custo de serviço para os oito jogos programados no MetLife poderia chegar a cerca de US$ 48 milhões, motivado por medidas de segurança. A reportagem descreve esse gasto como a principal razão para um possível repasse de tarifas aos torcedores.
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