- Ministério Público de São Paulo denunciou três ex-dirigentes do Corinthians e um ex-funcionário por irregularidades financeiras entre 2018 e 2023, abrangendo diferentes gestões.
- Ex-chefe de segurança, João Odair de Souza, conhecido como “Caveira”, é acusado de apropriação indevida, movimentando dinheiro vivo sem documentação que comprove o destino de grande parte dos recursos; o montante original é de cerca de R$ 3,4 milhões, podendo superar R$ 7 milhões com correções.
- Denunciados incluem Matías Romano Ávila, Wesley Melo e Roberto Gavioli, antigos responsáveis pelo setor financeiro, que teriam falhado na fiscalização das movimentações.
- Promotoria solicita indenização por danos morais ao clube, devolução dos valores e bloqueio de bens, além de quebra de sigilos bancário e fiscal para aprofundar o rastreamento do dinheiro.
- As investigações continuam, com indícios de que parte dos valores era registrada como “adiantamentos” ligados à presidência; ex-presidentes Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves não integram a denúncia desta etapa.
O Ministério Público de São Paulo denunciou nesta quinta-feira (16) três ex-dirigentes do Corinthians e um ex-funcionário por irregularidades financeiras ocorridas entre 2018 e 2023, período que abrange várias gestões do clube. A denúncia aponta movimentos sem comprovação documental.
Entre os acusados está o ex-chefe de segurança João Odair de Souza, conhecido como Caveira, acusado de apropriação de valores do clube. A promotoria afirma que ele movimentou grandes quantias em dinheiro vivo ao longo de anos sem documentação que justifique o destino.
Além dele, foram denunciados o ex-chefe financeiro Matías Romano Ávila, Wesley Melo e o ex-gerente Roberto Gavioli. O MP sustenta falha no dever de fiscalização, o que permitiu as movimentações sem controle.
Medidas e desdobramentos
A Promotoria também requer a indenização por danos morais ao clube, com valores correspondentes ao prejuízo estimado. Os documentos indicam ainda bloqueio de bens e quebra de sigilos bancário e fiscal dos denunciados.
A investigação aponta que parte dos valores poderia ter sido registrada como adiantamentos ligados à presidência, abrindo espaço para novos desdobramentos. Andres Sanchez e Duilio Monteiro Alves não foram incluídos nesta denúncia, mas as apurações continuam.
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