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Análise tática do Guffo revela melhorias no Corinthians de Diniz

Com Fernando Diniz, Corinthians soma dois triunfos e um empate em três jogos, sem levar gols, com meio campo mais próximo e laterais mais ativos

Fernando Diniz durante a partida entre Corinthians e Santa Fe na Libertadores (Foto: Eduardo Carmim/Photo Premium/Folhapress)
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  • Em três jogos sob Fernando Diniz, o Corinthians venceu dois e empatou um, sem sofrer gols.
  • O treinador passou a conversar mais com os jogadores, cobrando e explicando as funções, o que já se reflete na resposta do time.
  • O time ficou mais próximo da construção: meias próximos da saída, lançando passes curtos e oferecendo mais opções de tabelas.
  • Laterais ganharam responsabilidades diversas: Mateuzinho projeta-se mais alto, enquanto Bidu alterna entre base e apoio pelo interior.
  • Em bolas paradas, a média de gols subiu de 0,51 por jogo com Dorival para 0,66 por jogo com Diniz, destacando evolução na organização ofensiva mesmo sem enfrentar blocos baixos.

O técnico Fernando Diniz chegou ao Corinthians com mudanças visíveis desde os primeiros treinos. Em três jogos à frente do Timão, a equipe venceu dois e empatou um, sem sofrer gols. O entrosamento e a comunicação entre elenco e comissão técnica aparecem como pilares da oposição ao estilo anterior.

A principal leitura está na intensidade das ações fora de posição, na aproximação entre linhas e na leitura de leitura de jogo. Diniz cobra perto dos jogadores, orienta ajustes em tempo real e valoriza quem, mesmo sem uso constante, participa da construção ofensiva.

Mudanças na construção e na mobilidade

Em campo, o time tende a sair jogando com mais fluidez e a movimentar os lados. O lateral Bidu alterna entre ficar mais baixo na base e avançar para apoiar, enquanto Mateuzinho projeta-se mais pelo flanco direito. Essa oscilações ajudam a dificultar a marcação adversária.

Meias como Garro e Bidon passam a ficar mais próximos da construção, descem para participar da saída e ajudam a circulação. O objetivo é criar passes curtos, abrir opções de tabelas e manter o adversário com a bola sob pressão, ao invés de controlar o ritmo do jogo.

Efeitos práticos e números

A mudança também atinge o meio-campo central, com garrafas de passe mais próximas e leituras de espaço mais criativas, diante de blocos compactos adversários. A configuração tem favorecido gols de bola parada e jogadas ensaiadas, com aumento na média de gols nessas situações.

A comparação com o período de Dorival aponta evolução: enquanto o time marcou 0,51 gols por jogo de bola parada em 56 jogos sob Dorival, a média subiu para 0,66 por jogo no ciclo atual. A marcação tornou-se mais eficiente mesmo diante de defesas organizadas.

Desafios e perspectivas

Ainda resta o desafio de manter a progressão contra blocos baixos, mantendo a regularidade na construção interior. A ideia é manter a fluidez sem comprometer a transição defensiva. A tendência indica um Corinthians mais vivo, com identidade clara, que pode ampliar seu repertório tático conforme o tempo.

No conjunto, as mudanças em Diniz apontam para uma equipe menos previsível e mais coordenada entre linhas. O Timão passa a ter desenho de jogo mais definido e, segundo análises, uma leitura de campo mais inteligente já nos primeiros jogos.

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