- A interventora da SAF do Botafogo colocou ativos à venda, com anúncio no Financial Times na sexta-feira 10; a divulgação foi feita pela Cork Gully, não pelo empresário John Textor.
- Os ativos à venda incluem Botafogo, Lyon e Molenbeek, com o objetivo de renegociar valores e prazos com credores e reduzir dívidas.
- Um relatório da consultoria Meden analisa os balanços de 2023, 2024 e 2025; os dados de 2025 são provisórios e ainda não foram auditados.
- A receita do clube cresceu nos últimos anos: 2023 passou de 312 milhões de reais, 2024 chegou a 607 milhões de reais e 2025 deve alcançar 655 milhões de reais.
- O prejuízo ficou próximo de 300 milhões de reais pelo segundo ano consecutivo, e a dívida alcança 1,7 bilhão de reais, sem contar valores ligados à Eagle e ao Lyon.
O Botafogo vive uma crise que vai além do anúncio de classificados. Nesta semana, a Companhia que detém a participação na SAF do clube foi colocada à venda, por meio de uma comunicação publicada no Financial Times, na edição da sexta-feira passada. O objetivo é sinalizar ao mercado que ativos do grupo estão à venda para renegociar dívidas e prazos.
A intervenção administrativa envolve a renegociação com credores e a venda de ativos do grupo, que incluem Botafogo, Lyon e Molenbeek. A medida é comum em casos de empresas em dificuldades na Inglaterra, onde a interventora atua para reorganizar o alcance financeiro do conjunto.
A divulgação gerou piadas nas redes, especialmente pela associação a conteúdos do clube na imprensa internacional. Contudo, a empresa que anunciou o anúncio foi a Cork Gully, não o investidor John Textor, conforme apontado por analistas.
No âmbito financeiro, o relatório preparado pela consultoria Meden analisa os balanços de 2023, 2024 e 2025. O documento aponta números provisórios para 2025, ainda não auditados, e serve como base para avaliação até a divulgação oficial.
Segundo o levantamento, a receita do Botafogo registrou aumento expressivo nos últimos anos. Saindo da Série B com faturamento de cerca de R$ 120 milhões, passou para R$ 312 milhões em 2023, R$ 607 milhões em 2024 e estimativa de R$ 655 milhões em 2025, impulsionada por investimentos e conquistas esportivas.
Por outro lado, o lado negativo permanece: o prejuízo ficou próximo de R$ 300 milhões pelo segundo ano consecutivo, mantendo a operação deficitária. A dívida total atingiu cerca de R$ 1,7 bilhão, desconsiderando valores ligados à Eagle e ao Lyon, ainda em disputa, o que acende o alerta sobre as condições de pagamento futuras.
A situação aponta para um desafio central: a SAF precisa de aporte financeiro para sustentar a sua estrutura. Sem aporte de capital, há risco de falência do grupo nos próximos anos, conforme avaliações da consultoria e fontes do mercado.
Entre na conversa da comunidade