- Nova Jersey cobra US$ 150 (aprox. R$ 746) pelo transporte de ida e volta para os jogos da Copa do Mundo, aumento de 10x em relação aos US$ 15 usuais.
- A tarifa elevada pode inibir torcedores e aumenta o custo dos ingressos, com o MetLife Stadium sediando oito jogos, incluindo a final em 19 de julho.
- O presidente executivo da New Jersey Transit, Kris Kolluri, defende os preços citando maior volume de passageiros e custos de segurança da Copa.
- Heimo Schirgi, diretor de operações da Copa do Mundo de 2026, disse que o reajuste força torcedores a buscar opções alternativas de transporte e pode gerar congestionamentos e atrasos.
- A governadora Mikie Sherrill afirmou que a Fifa deve pagar pelos custos de segurança; a Fifa rebateu dizendo manter receitas reinvestidas no futebol e destacou parcerias com cidades-sede para tarifas mais baixas.
O transporte terrestre de ida e volta para os jogos da Copa do Mundo nos Estados Unidos pode ficar mais caro para os torcedores. Em Nova Jersey, a tarifa de US$ 150 foi anunciada, um valor que representa dez vezes o custo usual de US$ 15 por trajeto. A medida foi divulgada no sábado, gerando preocupação na Fifa sobre o impacto nos fãs.
A mudança afeta a operação de transporte para partidas realizadas no MetLife Stadium, que recebe oito jogos, incluindo a estreia do Brasil contra o Marrocos e a grande decisão no dia 19 de julho. A empresa NJ Transit justifica o reajuste pelo aumento no volume de passageiros e pelos custos de segurança da Copa.
Heimo Schirgi, diretor de operações da Copa do Mundo de 2026, criticou a política de preço, dizendo que tarifas elevadas podem levar torcedores a buscar outras opções de deslocamento. O efeito esperado é maior congestão em vias de acesso, chegadas mais tardias e impactos econômicos na região.
A governadora de Nova Jersey, Mikie Sherrill, afirmou que a NJ TRANSIT arcou com uma conta de US$ 48 milhões para segurança, enquanto a Fifa movimenta US$ 11 bilhões em receita. Segundo a governadora, a Fifa deve assumir esses custos com viagens dos torcedores.
A Fifa rebateu, destacando que sua receita é reinvestida no desenvolvimento do futebol, inclusive para jovens e mulheres ao redor do mundo. Em nota, a organização afirmou que não opera com fins lucrativos e que os eventos promovem benefícios para as cidades-sede, com tarifas de transporte público mantidas em vários casos.
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