- A SAF do Botafogo formalizou pedido de recuperação judicial nesta quarta-feira (22) em meio à crise financeira.
- O TJ-RJ aceitou parcialmente a solicitação, determinando que discussões sobre o negócio devem seguir para o juízo competente, o Tribunal Regional do Trabalho.
- A recuperação judicial, se aprovada, organizará o passivo e poderá evitar novas ações de credores e transfer bans da FIFA.
- A SAF tem dois meses de direitos de imagem e FGTS em atraso com jogadores, o que, sem acordo, pode favorecer rescisões sem custos no terceiro mês.
- O empresário John Textor convocou Assembleia Geral Extraordinária, com segunda convocação prevista para a próxima segunda-feira (27), para aprovar a entrada de 125 milhões de reais.
O Botafogo entrou com pedido de recuperação judicial nesta quarta-feira, 22, em meio à crise financeira que afeta a SAF. A medida visa impedir que credores avancem sobre o clube e, ao mesmo tempo, evitar novos impedimentos de transferências. A solicitação já tramita na Justiça.
O processo foi aceito parcialmente pelo TJ-RJ, com decisão assinada pelo juiz Marcelo Mondego Carvalho de Lima. Fica entendido que eventuais disputas ligadas ao negócio jurídico devem seguir ao juízo competente, o Tribunal Regional do Trabalho.
A SAF do Botafogo enfrenta dívidas de direitos de imagem e FGTS com atletas, atrasos que, se não regularizados, poderiam levar a rescisões sem custos no terceiro mês. A recuperação judicial pretende reorganizar esse passivo.
Dívidas em atraso já geram risco de novas medidas, como transfer bans da Fifa. Há um pedido em andamento relacionado a uma dívida com o Ludogorets e outra envolvendo inscrição de jogadores por atraso em parcelamento na Câmara Nacional de Resolução de Disputas da CBF.
John Textor, proprietário da SAF, convocou Assembleia Geral Extraordinária para aprovar a entrada de recursos. A segunda convocação está marcada para a próxima segunda-feira, 27, com a expectativa de autorização para a captação de 125 milhões de reais.
Contexto financeiro
A recuperação judicial, se confirmada, busca estruturar o passivo do clube e proporcionar maior fôlego financeiro. A medida visa evitar execução de dívidas por credores enquanto o plano é discutido judicialmente.
Desdobramentos esperados
Caso haja aprovação, o Botafogo poderá usar o instrumento para negociar prazos e condições de pagamentos. A expectativa é que o processo minimize impactos em contratos de atletas e potenciais negociações futuras.
Informações foram veiculadas pelo ge e confirmadas pela reportagem do Lance!, mantendo o foco nos aspectos legais e financeiros da recuperação.
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