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Desertos de futebol em Nova York impedem crianças de jogar

Desertos de futebol em bairros de Nova York limitam a prática entre crianças, agravando desigualdades e custos de participação

Relatório do Instituto Aspen aponta para falta de locais apropriados para prática de futebol em Nova York.
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  • Um relatório do Aspen Institute aponta “desertos de futebol” em bairros do Bronx, Brooklyn, Queens, e Newark, onde há poucos espaços para a prática do esporte.
  • O estudo estima que 250 mil crianças na cidade de Nova York e norte de Nova Jersey já jogam futebol, e outras 150 mil têm interesse em começar; Brooklyn tem o maior interesse entre os distritos.
  • A demanda por futebol ultrapassa a oferta de locais, agravada pela revenda ilegal de licenças e por mudanças nas regras do Departamento de Parques e Recreação para dificultar esse tipo de uso.
  • O custo é apontado como principal obstáculo: famílias gastam 46% a mais com o esporte em 2024 comparado a 2019, e 32% dos jovens relatam que o gasto é o que menos gostam em participar de times.
  • Há desigualdade no deslocamento: 86% dos jogadores de alta renda vão aos treinos de carro, enquanto apenas 21% dos de baixa renda têm a mesma facilidade. A fundação de Laurie M. Tisch trabalha em um parque de futebol no Queens.

Com a demanda por futebol disparando e os custos para acompanhar o esporte aumentando, um estudo do Aspen Institute aponta a existência de “desertos de futebol” em Nova York e arredores. O relatório observa que o acesso a campos é fragmentado pela geografia e pelo custo, limitando o jogo para crianças e adolescentes.

A pesquisa foca em bairros do Bronx, Brooklyn, Queens e Newark, NJ, onde a oferta de espaços não acompanha a procura das jovens gerações. O documento explica que muitos jovens são inspirados por times de referência, mas encontram barreiras para treinar com regularidade devido a locais inadequados e tarifas elevadas.

Desertos de futebol em Nova York e região

O estudo estima que 250 mil crianças jogam futebol na região de Nova York e NJ, com 150 mil outras interessadas. No Brooklyn, 110 mil jovens demonstraram interesse ou atuam, seguido pelo Queens (85 mil) e Bronx (63 mil). As meninas somam 38% dos jogadores do ensino médio na cidade, 42% no norte de NJ, diante da média nacional de 45%.

Segundo o relatório, o custo é um fator central. Famílias gastaram 46% a mais com o futebol em 2024 em comparação a 2019, acima da inflação. A pesquisa aponta ainda que o acesso a treinos depende do deslocamento, com 86% dos jogadores de alta renda indo de carro, enquanto apenas 21% dos de baixa renda têm essa possibilidade.

A organização cita iniciativas para ampliar o acesso, como projetos de parques de futebol no Queens e medidas do Departamento de Parques para coibir uso indevido de autorizações. O estudo ressalta que programas locais, junto de parcerias com organizações sem fins lucrativos, são cruciais para levar o esporte aos bairros.

Este relatório foi encomendado pela filantropa Laurie M. Tisch, cuja família é coproprietária do New York Giants, e evidencia que o futebol pode se tornar mais acessível por meio de espaços nos bairros e de políticas públicas que reduzam custos.

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