- Hermílio Ribeiro Júnior foi morto em uma emboscada de torcedores do Bahia em 12 de abril de 2006 após jogo entre Vitória e Cruzeiro; ele faleceu no dia 22 de abril, após dez dias internado, marcando a primeira morte ligada à violência no futebol na Bahia.
- O caso deu início a uma onda de violência que já resultou em treze mortes ligadas ao futebol no estado, com impactos na organização dos clássicos baianos, que passaram a ter torcida única desde 2017.
- Entre os treze casos na Bahia, apenas dois tiveram assassinos julgados e condenados; a morte de Hermílio continua sem prisões ou identificação de culpados.
- Dados do ge mostram que, no Brasil, são trezentas e sete mortes relacionadas à violência no futebol desde 1988, com a Bahia respondendo por treze desses casos.
- O BEPE relata melhoria no relacionamento com torcidas organizadas, mas defende maior fiscalização; especialistas divergem sobre a solução, com críticas à torcida única e sugestões de políticas públicas para fomentar convivência entre torcedores.
Em 1986, a Bahia viveu a primeira morte ligada ao futebol no estado, ainda sem solução até hoje. O caso marcou o início de uma sequência de violência associada a torcidas organizadas, que ganhou repercussão local e moldou a forma de acompanhar os clássicos baianos. O episódio mais antigo continua sem identificação de culpados.
O assassinato aconteceu durante um confronto entre torcidas após um jogo entre Vitória e Cruzeiro, no bairro de Pernambués, em Salvador. Hermílio Ribeiro Júnior foi esfaqueado e morreu 10 dias depois, no Hospital Roberto Santos. A violência ficou marcada pela atmosfera de vingança que se seguiu.
Contexto histórico
Ao longo de duas décadas, outras 12 mortes se somaram, muitas ligadas a ações de torcidas organizadas. Dados de profissionais de imprensa indicam que o cenário de violência influenciou até a organização dos clássicos: desde 2017, os Ba‑Vi passaram a ocorrer com torcida única em Salvador.
Dados e desdobramentos
Levantamento de jornalismo específico aponta 427 mortes por violência ligada ao futebol no Brasil desde 1988, com 13 ocorrências na Bahia. Em 2.006, a morte de Hermílio inaugurou a série de casos no estado, muitos envolvendo disputas entre torcidas.
Impunidade e relatos
Entre os 13 casos na Bahia, apenas dois tiveram assassinos julgados e condenados. O restante permanece sem responsabilização, alimentando um sentimento de impunidade entre torcidas. Ex-integrantes relatam códigos de silêncio entre grupos para evitar ações das autoridades.
Panorama institucional
O BEPE, órgão de segurança de eventos, registra avanços no diálogo com torcidas organizadas, mas aponta falhas na fiscalização de novos integrantes. A atuação envolve reuniões com direções de torcidas e solicitações de segurança, com avaliação de efetividade variável entre distritos e bairros.
Opiniões e caminhos
Especialistas ouvidos destacam que a responsabilidade não é exclusiva das organizadas. A maioria dos torcedores organizados é formada por jovens que buscam pertencimento, mas há indivíduos que extrapolam. Conselheiros de observatórios apontam a necessidade de políticas públicas contínuas, prevenção e convivência entre torcidas.
Visões para o futuro
Observatórios sociais defendem que a solução passa por campanhas educativas, atuação integrada entre governo, clubes e torcidas, e modelos de convivência que não sebases apenas na punição. A adoção de políticas de prevenção é vista como caminho mais sustentável para reduzir incidentes.
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