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Bruno Henrique tem recurso negado em processo relacionado a apostas

TJDFT rejeita embargos e mantém denúncia por estelionato contra Bruno Henrique, garantindo continuidade da ação penal em caso de apostas esportivas

Bruno Henrique, atacante do Flamengo, com a taça da Libertadores 2025, ao fundo, o goleiro Matheus Cunha
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  • O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios rejeitou, por unanimidade, embargos de declaração e manteve a denúncia por estelionato ligada a apostas esportivas contra Bruno Henrique e outros acusados.
  • A defesa alegava ausência de representação das vítimas, mas o tribunal entendeu que os elementos da acusação atendem aos requisitos para seguir com a ação penal.
  • O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios diz que manter o acesso dos réus ao tráfego de apostas pode representar risco, especialmente sem medidas cautelares.
  • Bruno Henrique é acusado de participar do caso, que envolve também o irmão Wander Nunes Pinto Júnior e mais sete denunciados, todos em julgamento.
  • A decisão foi proferida em 23 de abril de 2026.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) rejeitou, por unanimidade, os embargos de declaração apresentados por acusados no processo por estelionato ligado a apostas esportivas. A decisão preserva a denúncia que envolve Bruno Henrique, atacante do Flamengo, e mais oito denunciados. A nova análise ocorreu na 3ª Turma Criminal nesta quinta-feira, 23 de abril de 2026, em Brasília.

Os embargantes sustentaram a ausência de representação das vítimas, argumento de ilegitimidade processual para crimes de estelionato. Alegaram que comunicações de entidades de integridade e respostas de casas de apostas não configurariam interesse formal em processar.

O colegiado, porém, manteve a decisão que autorizou o recebimento da denúncia pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Os magistrados entenderam que os elementos da acusação atendem aos requisitos legais para a continuidade da ação penal.

Segundo o MPDFT, manter o acesso dos réus ao fluxo de apostas pode representar risco. Sem medidas cautelares, há possibilidade de novos contratos ou reincidência em práticas ilícitas no setor.

Além de Bruno Henrique, o irmão do jogador, Wander Nunes Pinto Júnior, também figura entre os acusados no processo. O desdobramento envolve variantes do crime de estelionato sob o guarda-chuva de apostas esportivas.

A assessoria de Bruno Henrique foi procurada, mas não houve resposta até o fechamento desta edição. O espaço permanece aberto para posicionamento oficial do jogador.

Relembre o caso: Bruno Henrique é acusado de provocar intencionalmente um cartão durante Flamengo x Santos, em novembro de 2023. Segundo a denúncia, o irmão teria utilizado informações privilegiadas para realizar apostas. Além do atacante, outros oito denunciados respondem em conjunto.

O processo teve avanços em agosto de 2025, quando a 1ª instância recorreu para incluir o estelionato entre as acusações, e, em julho, o juiz aceitou apenas a denúncia de fraude esportiva, rejeitando a imputação de estelionato e pedido de fiança de R$ 2 milhões.

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