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Corinthians antecipa R$ 76 milhões da Nike e patrocínios em meio a déficit

Corinthians antecipa cerca de R$ 76 milhões de patrocínios (Nike e Esportes da Sorte) para manter fluxo de caixa em meio a déficit, aponta laudo do RCE

Corinthians e Palmeiras se enfrentam na Neo Química Arena pelo primeiro jogo das oitavas de final da Copa do Brasil.
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  • O Corinthians antecipou cerca de R$ 76 milhões para patrocinadores para manter o fluxo de caixa: R$ 46.978.743,15 com Esportes da Sorte e R$ 23.750.000,00 com a Nike via Daycoval.
  • A dívida com o Daycoval subiu de R$ 111,3 milhões em janeiro para R$ 132,1 milhões em fevereiro, com o banco calculando os valores adiantados por meio da garantia de contratos da Nike.
  • Outros R$ 6,8 milhões vêm da venda de jogadores e de mecanismos de solidariedade, sendo 20% do valor líquido destinado ao leilão reverso aos credores, conforme o plano.
  • A Laspro explica divergência de aproximadamente R$ 150 milhões entre as entradas nas contas e a receita declarada para o Regime Centralizado de Execuções, apontando transferências entre contas e operações não operacionais.
  • O Regime Centralizado de Execuções organiza cerca de R$ 200 milhões em dívidas civis e trabalhistas; o Conselho Deliberativo vota as contas de 2025 na segunda-feira, 27, com pareceres apresentados com ressalvas.

O Corinthians realizou antecipação de aproximadamente R$ 76 milhões de receitas a receber de patrocinadores para manter o fluxo de caixa. A informação consta do laudo da Laspro Consultores Ltda., apresentada no processo do Regime Centralizado de Execuções (RCE) no TJ-SP, na quarta-feira, 22. O tema foi divulgado pela ESPN e confirmado pelo Estadão. O clube não se manifestou oficialmente.

A peça diz que houve uma antecipação de R$ 46.978.743,15 com a patrocinadora máster Esportes da Sorte e um adiantamento de R$ 23.750.000,00 junto ao Banco Daycoval, relacionado aos contratos com a Nike. A operação busca melhorar a liquidez diante de caixa deficitário.

A dívida com o Daycoval subiu de R$ 111,3 milhões em janeiro para R$ 132,1 milhões em fevereiro. O banco antecipa valores com base na garantia de contratos com a Nike, conforme a apuração da perícia.

Divergência de receitas e explicação da perícia

Outra linha da perícia aponta R$ 6,8 milhões referentes à venda de jogadores e mecanismos de solidariedade. A Laspro indica que 20% do valor líquido deve ir ao mecanismo de leilão reverso aos credores, conforme o plano.

Segundo o documento, as movimentações ajudam a explicar uma divergência de cerca de R$ 150 milhões entre entradas nas contas do clube e a receita declarada no RCE em fevereiro. A diferença envolve operações de transferência entre contas, simples, e negociações de atletas.

A perícia observa que as antecipações de patrocínio possuem natureza de endividamento e correspondem a períodos de competência futuros. O RCE visa organizar dívidas cíveis e trabalhistas, agrupando processos para pagamento ordenado com receitas do clube.

O Corinthians destina parte das informações para explicar a variação detectada, após registrar gastos elevados com futebol profissional e com a administração. A perícia cita gastos de aproximadamente R$ 420 milhões no futebol e R$ 220 milhões em despesas administrativas e do clube social.

O Conselho Deliberativo vota, na segunda-feira subsequente, 27, as contas de 2025. O parecer do órgão de orientação foi encaminhado com ressalvas, e houve manifestações internas de membros sobre o atraso na entrega dos números para apreciação.

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