- Justiça do Rio de Janeiro condenou o Lyon a pagar 21 milhões de euros (R$ 122,5 milhões) ao Botafogo em até três dias, em decisão considerada título de execução extrajudicial.
- a cobrança envolve três transferências feitas ao Lyon em março de 2025, relacionadas a empréstimos entre clubes da Eagle Football.
- a decisão foi proferida pela 17ª Vara Civil da Capital, com prazo de 15 dias úteis para embargos e possibilidade de pagamento de 30% do valor acrescido de seis parcelas mensais para o restante.
- se o Lyon não cumprir voluntariamente, o Botafogo poderá requerer a execução da decisão na França, conforme acordo de cooperação civil entre Brasil e França.
- o caso faz parte de disputas que somam cerca de R$ 745 milhões envolvendo o Botafogo e o Lyon, ainda discutidas nos tribunais.
O Lyon foi condenado pela Justiça do Estado do Rio de Janeiro a pagar 21 milhões de euros (R$ 122,5 milhões) ao Botafogo. A decisão, anunciada nesta quarta-feira, é a primeira vitória do clube carioca na disputa com o clube francês nos tribunais. A ação partiu da SAF do Botafogo, ligada à Eagle Football.
A execução fica efetiva em até três dias, conforme a sentença expedida pela 17ª Vara Cível da Capital. O valor corresponde a três transferências efetuadas ao Lyon em março de 2025, vinculadas a um empréstimo intra-grupo entre as partes.
A decisão foi proferida pelo juiz Leonardo de Castro Gomes. O Lyon tem 15 dias úteis para apresentar embargos. Caso não haja pagamento voluntário, o Botafogo poderá ingressar com nova ação na França para assegurar a execução da sentença no país, conforme especialistas consultados.
No cenário, o Botafogo alega que o acordo de cooperação entre Brasil e França permite o reconhecimento de decisões entre os dois estados, facilitando a execução internacional sem reanálise do mérito. O processo envolve transferências sob o sistema de caixa único, que não está mais em vigor.
Segundo a defesa do Botafogo, o contrato de empréstimo intra-grupo firmado em fevereiro de 2025 previa empréstimos internos de até 100 milhões de euros com livre circulação de recursos. O Lyon sustenta que existe jurisdição brasileira em razão de foro aceito no Rio de Janeiro pelo acordo.
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