- O ministro da Economia da Itália, Giancarlo Giorgetti, chamou de “vergonhosa” a proposta de substituir o Irã pela Itália na Copa do Mundo de 2026.
- A sugestão foi feita pelos EUA à Fifa, conforme divulgado pelo Financial Times, e a Itália não se classificou para o Mundial.
- O ministro do Esporte italiano, Andrea Abodi, disse que não gostou da ideia, afirmando que a classificação ocorre em campo.
- O treinador Gianni De Biasi afirmou que, se o Irã ficar de fora, alguém seria preenchido na posição, e disse que a Itália não precisa do apoio de Trump.
- A Fifa afirmou à BBC que não fará a substituição, mantendo o Irã na disputa, a menos que ele desista, e o Irã pediu a transferência de jogos para o México, o que não foi autorizado.
O governo dos EUA pediu à Fifa para substituir a seleção do Irã pela Itália na Copa do Mundo de 2026. A divulgação foi feita pelo Financial Times nesta quarta-feira, citando Paolo Zampolli, enviado especial de Donald Trump para Negócios Globais. A Itália não se classificou para o torneio.
O ministro da Economia da Itália, Giancarlo Giorgetti, classificou a proposta como vergonhosa e ofensiva. O ministro do Esporte, Andrea Abodi, discordou publicamente, dizendo que a classificação deve ocorrer dentro de campo. Gianni De Biasi, treinador italiano, também rejeitou a ideia.
Luciano Buonfiglio, presidente do Comitê Olímpico Italiano, afirmou que se sentiria ofendido pela substituição. Em entrevista, ele reforçou que a Itália precisa merecer ir à Copa. A Federação italiana não compactua com a ideia proposta pelos EUA.
Fifa não fará substituição, dizem fontes
A BBC, citando fontes da Fifa, informou que não há planos de substituir o Irã pela Itália. A decisão sairia apenas se o Irã desistisse de competir. A entidade mantém foco na participação iraniana no torneio.
O Irã luta para manter a vaga já assegurada nas Eliminatórias da Ásia. O país chegou a sinalizar a desistência por causa de tensões com Estados Unidos, mas recuou. A Fifa também mantém a posição de que o torneio deve seguir conforme o previsto.
Infantino reiterou que o Irã deve disputar a Copa, destacando que o esporte não pode ser dominado pela política. A imprensa internacional destaca ainda que o Irã solicitou transferência das partidas para o México, sem sucesso. A estreia iraniana é contra a Nova Zelândia, em 15 de junho, em Los Angeles.
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