- Paolo Zampolli, enviado de Trump, disse ao Financial Times que sugeriu à Casa Branca e à FIFA que a Itália substituísse o Irã na Copa do Mundo deste ano, num torneio sediado nos EUA, citando o histórico da Azzurra.
- O ministro dos Esportes da Itália, Andrea Abodi, afirmou que não é possível e não é apropriado, dizendo que a classificação acontece no campo.
- O ministro da Economia, Giancarlo Giorgetti, classificou a ideia como vergonhosa.
- O técnico Gianni De Biasi disse que a substituição é improvável e, se o Irã estivesse fora, a vaga iria ao próximo no grupo, acrescentando que a Itália pode se virar sozinha.
- A FIFA reiterou que o Irã deve participar; no momento, não há indicativo de expulsão, e a Copa começa em onze de junho, com o Irã marcado para estrear contra a Nova Zelândia.
A sugestão de que a Itália poderia substituir o Irã na Copa do Mundo deste ano gerou constrangimento entre os torcedores italianos e pouca repercussão na imprensa. Paolo Zampolli, pedido especial de Donald Trump, afirmou ter apresentado a ideia ao presidente americano e ao presidente da FIFA, Gianni Infantino.
Zampolli, ítalo-americano que atua como enviado de Trump para Parcerias Globais, disse que ver a Azzurra em um torneio sediado nos EUA seria um sonho, destacando o histórico de quatro títulos da Itália para justificar a inclusão. A declaração não tem vínculo oficial com a Copa ou com o futebol italiano.
Reação na Itália
O ministro dos Esportes, Andrea Abodi, rebateu de modo seco: a proposta não é possível nem apropriada, afirmando que a classificação ocorre no campo. O ministro da Economia, Giancarlo Giorgetti, classificou a ideia como vergonhosa. A imprensa esportiva italiana manteve tom crítico, com poucos espaços para o tema.
O técnico Gianni De Biasi disse à Reuters que a ideia é improvável e que, se o Irã ficar de fora, a vaga deveria seguir para o próximo do grupo de qualificação. Reiterou que a Itália não precisaria do apoio de Trump para decisões desse tipo.
Contexto da Copa e da seleção iraniana
A FIFA reiterou que o Irã deve participar, lembrando declarações anteriores de Infantino de que o Irã deve jogar para representar seu povo. O Irã garantiu vaga para a quarta Copa consecutiva no ano passado, mas pediu ajustes por conta da guerra, que foram negados.
O Irã segue com planos de preparação e já comunicou que manterá a preparação para a Copa, segundo Mehdi Taj, presidente da federação iraniana. A competição começa em 11 de junho; o Irã estreará contra a Nova Zelândia em Los Angeles, quatro dias após a abertura.
A decisão sobre substituição caberia à FIFA, caso o Irã seja desclassificado, conforme regula o torneio. Em cenários improváveis, a Ásia seria favorecida, com possibilidade de inclusão de países como Emirados Árabes Unidos, dependendo de desfechos de qualificação.
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