- O Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas afastou, de forma provisória, John Textor do comando da SAF Botafogo, citando risco de danos irreparáveis aos acionistas e à torcida.
- A decisão acolhe os argumentos do grupo Eagle Bidco, controlado pela empresa de investimentos Ares, que detém noventa por cento das ações da SAF Botafogo e não é mais controlado por Textor desde o ano passado.
- Em janeiro, Textor realizou a venda de ações da Eagle Bidco para a Eagle Football, operação envolvendo as três partes que ele representou (Eagle Bidco, SAF Botafogo e Eagle Football).
- A Eagle Bidco/Ares contestou a recuperação judicial da SAF Botafogo, e o tribunal entendeu que abrir o processo sem anuência da acionista majoritária foi uma violação.
- O afastamento permanece como medida provisória e será reavaliado a partir de 29 de abril.
Uma decisão do Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas afastou de forma provisória o norte-americano John Textor do comando da SAF Botafogo. A medida soma-se a controvérsias envolvendo a gestão e manobras de venda de ações.
O afastamento teve como base argumentos apresentados pelo grupo Eagle Bidco, controlado pelos investidores da Ares, adversários de Textor na disputa pelo controle. A Eagle Bidco detém 90% das ações da SAF Botafogo e não era mais controlada por Textor desde o ano passado.
Em janeiro, Textor assinou um contrato vendendo ações da Botafogo que estavam sob a Eagle Bidco para a Eagle Football, empresa do mesmo grupo. A operação envolveu as três partes, com Textor atuando como representante.
A Eagle Bidco/Ares informou ao Tribunal Arbitral sobre a operação em abril. O tribunal entendeu que Textor violou interesses da controladora ao atuar em três frentes sem anuência da acionista majoritária.
A decisão do tribunal sustenta que as medidas da SAF Botafogo sob a gestão de Textor podem causar danos irreparáveis aos acionistas e à torcida do Botafogo. O afastamento permanece provisório até nova avaliação.
A reavaliação está marcada para ocorrer a partir de 29 de abril, quando o tribunal deverá revisar o caso, incluindo a abertura de recuperação judicial da SAF Botafogo sem consentimento da controladora.
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