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Recuperação judicial: gestão do Botafogo passa por mudanças após pedido

Botafogo entra com recuperação judicial para preservar atividades e salários, com regime de sessenta dias e a possibilidade de deságio para regularizar dívidas

John Textor vive momento delicado no comando do Botafogo (Foto: Vítor Silva/Botafogo)
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  • O Botafogo protocolou pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) na quarta-feira (22) para organizar as contas e amenizar a crise financeira, com medida cautelar preparatória que concede 60 dias operando sob esse regime.
  • A SAF afirma que a medida protege o clube de execuções e bloqueios de credores e permite buscar acordo com deságio para abatimento de parte das dívidas; atletas e representantes não poderiam acionar rescisão unilateral de contratos durante o processo.
  • O clube também pediu suspensão temporária do direito de voto do acionista majoritário Eagle BIDCO (fundo Ares, gerido pela Cork Gully), alegando uso da posição para obstruir a entrada de novo capital.
  • John Textor teve seus poderes destituídos pela SAF e deixou de gerir a holding, mantendo atuação como administrador da SAF do Botafogo por liminar desde 2025; a análise sobre sua posição será encaminhada pelo TJ-RJ.
  • A SAF busca a entrada de R$ 125 milhões para pagar dívidas de curto prazo e manter fluxo de caixa; a Assembleia Geral Extraordinária foi convocada para a próxima segunda-feira (27), após a ausência dos representantes dos acionistas na primeira convocação.

O Botafogo protocolou, na última quarta-feira (22), no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), o pedido de recuperação judicial para amenizar a crise financeira e reorganizar as contas. A medida, já discutida nos bastidores da SAF, foi anunciada por meio de nota oficial.

A SAF entrou com medida cautelar preparatória, que autoriza 60 dias de operação dentro do regime de recuperação. A expectativa é estabelecer acordos com credores e buscar deságio para reduzir o valor devido, sem abrir mão de planejamento financeiro. Advogados responsáveis atuam pelos escritórios Salomão Advogados, Basílio Advogados e Fux Advogados.

A gestão do clube passa a ser protegida contra execuções de dívidas e bloqueios durante o processo. Também há a intenção de evitar rescisões unilaterais de contratos por atletas, representantes ou empresários, mantendo direitos de imagem e FGTS em atraso sob controle durante a fase.

Envolvidos e medidas

Em parte da ação, o Botafogo pediu suspensão temporária do direito de voto do acionista majoritário, Eagle BIDCO, que controla 90% das ações pela condução da operação. A cobrança é de que o grupo não utilize a posição para impedir a entrada de novo capital.

John Textor teve poderes destituídos pela SAF e deixou a gestão de sua holding, apesar de continuar como administrador da SAF do Botafogo por liminar válida desde 2025. O pedido de recuperação será analisado pelo TJ-RJ, com a Eagle/Ares/Cork Gully sendo ouvida no processo.

A diretiva financeira busca viabilizar uma entrada de aproximadamente 125 milhões de reais para quitar dívidas de curto prazo e manter o fluxo de caixa. A Assembleia Geral Extraordinária está marcada para a próxima segunda-feira (27) para deliberar sobre o tema. A primeira convocação, em 20 de abril, não contou com representantes acionistas.

O Botafogo destacou que a prioridade é proteger as atividades do clube e cumprir compromissos com atletas, funcionários e prestadores de serviço. O clube informou que todas as medidas visam garantias operacionais durante o período de recuperação.

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