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Análise tática do Vasco sob Renato Gaúcho revela desempenho em copas

Vasco de Renato Gaúcho mantém pressão alta e saída em três, com 3-1-6, levando adversários ao sufoco em mata-mata, mas com falhas defensivas a corrigir

Renato Gaúcho observa a partida entre Vasco e Audax Italiano, em São Januário (Foto: Matheus Lima/Vasco)
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  • Vasco, sob Renato Gaúcho, usa saída em três com aplicação de pressão alta, rodando para abrir a plataforma e levar até seis jogadores à última linha, geralmente em um 3-1-6 (ou 3-0-7).
  • Puma Rodríguez atua como ponta/extremo, ampliando o campo para gerar profundidade, enquanto Cuiabano vira terceiro zagueiro e apoio interno, criando mais opções de passe e ataque.
  • O volume ofensivo é resultado da aproximação de Rojas, Spinelli, Tchê Tchê e Andrés Gómez, que se movem para atrair o adversário e abrir o jogo para o lado oposto, lembrando o conceito de congestionar um lado e atacar o espaço livre.
  • Defensivamente, o Vasco apresenta oscilação, especialmente entre as linhas, com lapsos no primeiro tempo contra o Paysandu que geraram chances e bola na trave; no segundo tempo, há melhora na recuperação após perda de bola.
  • No geral, o time se destaca pelo espírito copeiro: pressão alta, transição rápida e encaixes defensivos mais fortes quando pressionado, com o objetivo de manter o adversário sob controle em jogos eliminatórios.

O Vasco de Renato Gaúcho manteve a tendência de jogo de alto volume, com saída em três e pressão alta, no confronto da Copa do Brasil contra o Paysandu, no Mangueirão. A estratégia busca sufocar o adversário e ampliar o campo com três a seis atletas próximos à última linha.

A leitura tática envolve a aproximação de jogadores como Rojas, Spinelli, Tchê Tchê e Andrés Gómez, que se posicionam em zonas próximas para atrair o oponente e abrir o jogo pelo lado oposto. Puma Rodríguez atua como ponta e figura central na expansão do campo, servindo de chave para gerar profundidade.

A gestão de Renato Gaúcho tem mostrado um sistema que lembra o Dinizismo pelo congestionamento de um lado e a busca pelo espaço oposto. O rubro-negro já utilizou esse entramorder para criar infiltrações e chances próximas à área, como ocorreu em fases anteriores da competição.

Desafios defensivos

Apesar do volume ofensivo, a defesa apresenta oscilações, especialmente entre as linhas dos volantes. No primeiro tempo contra o Paysandu houve brechas que permitiram transições do adversário e até uma bola na trave. O Vasco costuma marcarr num 4-4-2 e os volantes chegam a saltar demais, abrindo espaço entre as linhas.

No segundo tempo, houve a resposta: o time passou a pressionar após perda de bola, encolhendo o campo rapidamente. Mesmo assim, o setor recuado requer ajustes para manter o timing dos desarmes e evitar recorrentes infiltrações.

Versatilidade dos laterais

Cuiabano e Puma Rodríguez exercem funções diferentes, aumentando a imprevisibilidade. Puma atua como extremo com frequentes entradas na área, enquanto Cuiabano alterna entre terceiro zagueiro, apoio interno e ultrapassagem. Essa variação amplia as opções de passe, tanto pelo interior quanto pela infiltração externa.

Com os dois, o 3-1-6 transforma-se em um sistema dinâmico, sem cair em ataques previsíveis. O conjunto é visto como um diferencial para jogos de mata-mata, onde o ritmo alto e a pressão constante ganham importância.

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