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Corinthians paga R$ 224,4 milhões em 2025 para quitar dívida com a Caixa pela Arena

Corinthians paga R$ 224,4 milhões em 2025 para amortizar dívida com a Caixa pela Arena; dívida com a instituição soma R$ 642 milhões, integrando R$ 2,723 bilhões da dívida bruta

Neo Química Arena, estádio do Corinthians — Foto: Gabriel Oliveira
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  • Corinthians pagou R$ 224,426 milhões em 2025 para amortizar dívida com a Caixa Econômica Federal pelo financiamento da Neo Química Arena, totalizando R$ 266,299 milhões com repasses adicionais.
  • A vaquinha da torcida Gaviões da Fiel contribuiu com R$ 40,977 milhões; houve ainda repasses operacionais de R$ 896 mil a uma empresa e a um fundo ligados à engenharia financeira.
  • A dívida com a Caixa ao final de 2025 era de R$ 642 milhões, incluída na dívida bruta total do clube de R$ 2,723 bilhões.
  • O financiamento foi renegociado em 2022, com prazo de pagamento até dezembro de 2041, amortizações crescentes a partir de 2025 e juros de 2% ao ano mais a variação do CDI.
  • O contrato prevê garantias como 100% dos naming rights do estádio, 55% da receita bruta da bilheteria, 50% de premiações, 30% da venda de atletas do futebol masculino e receitas de transmissão em caso de inadimplência.

O Corinthians informou que pagou R$ 224,426 milhões em 2025 para amortizar a dívida com a Caixa Econômica Federal, referente ao financiamento da Neo Química Arena. O montante integra um conjunto de repasses que totalizou R$ 266,299 milhões, incluindo R$ 40,977 milhões advindos de uma vaquinha promovida pela torcida organizada Gaviões da Fiel e repasses operacionais de R$ 896 mil a uma empresa e a um fundo ligados à gestão da dívida.

Segundo o balanço financeiro apresentado pela gestão de Osmar Stabile, a dívida com a Caixa somava R$ 642 milhões em 31 de dezembro de 2025, integrante da dívida bruta total de R$ 2,723 bilhões do clube. Os pagamentos de 2025 corresponderam às parcelas trimestrais de juros e amortização do contrato. O contrato prevê ainda garantias como 100% dos naming rights do estádio e participação de receitas de bilheteria e de premiações, entre outras fontes, em caso de inadimplência.

O financiamento, renegociado em 2022 na gestão de Duílio Monteiro Alves, tem prazo de pagamento até 2041. A dívida é estruturada com amortizações crescentes a partir de 2025 e juros de 2% ao ano mais CDI, atualmente em 14,65% ao ano. Além disso, o contrato prevê uma conta reserva com o equivalente a quatro parcelas trimestrais do financiamento.

A Arena recebeu 38 partidas do time masculino em 2025, com público médio de 41.840 torcedores por jogo e renda média de R$ 3 milhões por evento. Em 2025, a bilheteria total foi de R$ 115 milhões, e a receita total associada à arena ficou em R$ 217 milhões. A diretoria descreveu a operação como superavitária sob o modelo atual, sustentado pela elevação de áreas de negócio, público e receitas.

A gestão também informou que o fundo que administra a dívida não apresentou demonstrações financeiras referentes a 2024 e 2025, após a liquidação extrajudicial da Reag/Arandu, decretada pelo Banco Central em janeiro de 2026. Em abril, a Asarock Asset Management passou a gerir o fundo, enquanto a Genial Investimentos CTVM assumiu a administração fiduciária.

O Corinthians sinaliza que busca renegociar os termos com a Caixa, buscando novas condições para o financiamento da Arena, mas não detalhou o andamento dessas tratativas no trecho do relatório enviado aos conselheiros. A performance da arena permanece um ponto crítico da gestão atual, com foco na viabilidade financeira do empreendimento.

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