- A FIFA propõe protocolo que limita jogos de ligas domésticas no exterior a um jogo por temporada, com até cinco partidas por país anfitrião.
- Qualquer pedido de mudança de jogo competitivo para território estrangeiro só seria considerado com aprovação de todas as partes envolvidas, e a FIFA teria direito de veto.
- Além disso, haveria garantias de que a receita obtida com jogos realizados fora do país seja redistribuída e que o calendário de jogadores não seja prejudicado, com compensação aos torcedores.
- As ligas nacionais não seriam consultadas em decisões de transferir jogos para fora, o que pode provocar tensões entre ligas, federações e a FIFA.
- O objetivo é ter o protocolo pronto para a próxima temporada, apesar de divergir a opinião de stakeholders, como a UEFA, e de manter o foco no mercado norte-americano e na MLS.
A FIFA apresentou um protocolo que restringe a realização de jogos de ligas nacionais em territórios estrangeiros a apenas uma partida por temporada. A medida, criada por um grupo de trabalho da entidade, visa esclarecer as regras sobre os chamados “jogos internacionais” e impor limites mais rígidos.
De acordo com o documento, cada liga doméstica pode deslocar apenas um jogo de elite para o exterior, e os países anfitriões teriam direito a no máximo cinco jogos vinculados a ligas de outros países por temporada. A ideia é reduzir controvérsias e ampliar o controle sobre a logística dos confrontos.
O protocolo exige aprovação de todas as partes interessadas antes de qualquer mudança. A FIFA teria o direito de veto e o processo envolve associações nacionais, confederações, a federação anfitriã e respectivas confederações, antes de chegar à FIFA.
Detalhes e impactos
Caso haja divergência entre clubes e ligas, o protocolo prevê que a FIFA possa bloquear pedidos por motivos de bem-estar dos jogadores, sobrecarga de viagens e calendário competitivo. A redistribuição de receitas geradas por jogos realizados no exterior também é exigida, com garantias de que não prejudicarão as ligas domésticas.
A proposta reserva que a federação nacional das equipes envolvidas, a confederação, a federação do país anfitrião e sua confederação aprovem o pedido antes de levar a questão à FIFA. Em alguns cenários, a liga doméstica ficaria fora da decisão caso haja oposição dos clubes.
A expectativa é de que as mudanças entrem em vigor já na próxima temporada, ainda sem data definida para a próxima reunião do grupo de trabalho, que deverá coletar feedback das partes interessadas. Mesmo com o aperto, a discussão sobre jogos no exterior permanece acalorada entre clubes, federações e torcedores.
O tema envolve, entre outros elementos, interesses de mercados como a Major League Soccer e o interesse americano, que motivam parte do estudo de FIFA para explorar oportunidades de internacionalização. A residência de partidas no exterior já gerou atritos com a Uefa e dialogue com clubes europeus tem sido tenso.
Relevent, responsável pela promoção de jogos de ligas europeias nos EUA, figura como parte do debate. Empresas e representantes das confederações participam de discussões para moldar o novo framework, que também pode abranger competições internacionais entre clubes ou seleções de continentes diferentes.
FIFA não comentou oficialmente o andamento do protocolo, segundo fonte ligada ao tema, que descreveu as negociações como internas e em andamento. O objetivo é, segundo o grupo de trabalho, trazer clareza e previsibilidade para a realização de jogos fora do país.
Entre na conversa da comunidade