- Debates sobre subir na bola dividem o futebol sul-americano: para alguns é anti desportiva, para outros é uma marca registrada de jogador, ganhando adeptos desde Soteldo e Memphis Depay.
- Na Argentina, a prática passou a ter regulamento específico: passa a ser punida por desrespeito ao jogo, com cartão amarelo e falta indireta para o adversário.
- Em 11 de abril, o meio-campista Julián Palacios, do Unión de Santa Fe, subiu brevemente na bola durante jogo contra o Estudiantes, gerando confusão ao fim da partida.
- A polêmica ganhou visibilidade no Brasil, levando a Câmara de Arbitragem (DNA) a adotar a punição, depois que Depay impulsionou o tema na final do Campeonato Paulista de 2025; a CBF proibiu a jogada.
- O tema divide opiniões: Neymar ironizou a mudança; ícones como René Higuita defendem a manobra como parte do espetáculo, enquanto Falcao criticou a prática.
O debate sobre subir na bola divide o futebol sul-americano. A jogada, conhecida como paradinha, ganhou força com exemplos de Soteldo, do Santos, e Memphis Depay, do Corinthians, e ganhou eco na Argentina. A conversa envolveu se é antidesportiva ou expressão do futebol.
No âmbito técnico, a prática voltou a ganhar atenção após Julián Palacios, do Unión de Santa Fe, subir na bola durante partida contra o Estudiantes no dia 11 de abril. O incidente desencadeou confusão entre as equipes ao término do duelo.
A Direção Nacional de Arbitragem da Argentina (DNA) determinou que a paradinha será punida por desrespeito ao jogo, com cartão amarelo para o jogador e falta indireta para o time adversário. A decisão reforça o repúdio institucional à jogada.
Na história recente, Soteldo já havia defendido a paradinha no Santos, enquanto Depay a repetiu em final de Campeonato Paulista entre Corinthians e Palmeiras, com repercussão pública e questionamentos sobre o limite da criatividade no jogo.
A mudança de regras no Brasil já havia sido adotada em abril de 2025, após o episódio envolvendo Depay. O regulamento passou a impedir a jogada, sob a justificativa de manter o espírito esportivo e o fluxo do jogo.
Neymar criticou a medida em rede social, alegando que o futebol está ficando mais monótono. A defesa da paradinha tem sido apoiada por figuras históricas do futebol sul-americano, que veem na manobra parte do espetáculo.
No futebol colombiano, a prática ganhou contornos disciplinares após episódio envolvendo Neyser Villarreal, que subiu na bola em Bogotá. O jogador reconheceu apoio público de René Higuita, mas o manejo disciplinar foi endurecido, com cartão amarelo e cobrança de falta indireta.
O debate contou ainda com a visão de Radamel Falcao García, que negou apoio à jogada após aconselhar Villarreal a evitar o recurso. O episódio evidenciou diferença de opiniões entre gerações de atletas sobre o papel da criatividade no jogo.
No Uruguai, o jovem Alexander Velázquez, atacante do Danubio, defende a paradinha como expressão natural do futebol sul-americano. Ele informou ter feito a manobra na liga uruguaia, ressaltando a percepção de que jogadas criativas devem existir sem provocação.
Arbitragens seguem cautelosas: até o momento, a visão de Velázquez não é compartilhada de modo uniforme pelas entidades reguladoras. A gestão do assunto continua em análise, com foco na integridade do jogo e no equilíbrio entre expressão e disciplina.
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