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Adversário colombiano do São Paulo teve craques dos anos 50

Millonarios, palco de Di Stéfano nos anos cinquenta e ligado a episódios do narcotráfico, recebe o São Paulo em Bogotá pela Sul-Americana

Hoje, Millonarios disputa a primeira divisão do Campeonato Colombiano e a Sul-Americana
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  • O Millonarios, rival do São Paulo em Bogotá pela Copa Sul-Americana, ficou conhecido nos anos cinqüenta como “El Ballet Azul”, com craques como Di Stéfano, Adolfo Pedernera e Néstor Rossi.
  • O clube viveu o auge do futebol colombiano entre 1949 e 1953, conquistando títulos nacionais e a Pequena Copa do Mundo, além de vencer o Real Madrid em 1952, com Di Stéfano anotando dois gols.
  • Na década de oitenta, o clube teve ligação com o narcotráfico, associada à figura de José Gonzalo Rodríguez Gacha, o “El Mexicano”, o que gerou debates sobre a legitimidade dos títulos de 1987 e 1988.
  • Em 1993, o meia brasileiro Neto passou pelo Millonarios por cerca de três meses, disputou dez jogos e marcou três gols, incluindo uma falta, mas acabou expulso em outra partida.
  • Atualmente, o time colombiano aposta na altitude de Bogotá e no apoio local para complicar a vida do São Paulo, que lidera o grupo com seis pontos.

O Millonarios, adversário do São Paulo nesta terça-feira em Bogotá, vive um percurso marcado por glórias internacionais e episódios polêmicos. A equipe colombiana chega ao confronto pela Copa Sul-Americana com memória de momentos decisivos no futebol sul-americano.

Fundado em 1946, o clube ganhou força no fim dos anos 1940, durante a profissionalização do futebol colombiano. Sob a gestão de Alfonso Senior Quevedo, o Millonarios integrou a chamada “liga pirata”, ao romper com regras da federação local e da FIFA para contratar estrangeiros.

Entre 1949 e 1953, o time ficou conhecido como El Ballet Azul, reunindo craques como Adolfo Pedernera, Néstor Rossi, Julio Cozzi e Alfredo Di Stéfano. Conquistou quatro títulos nacionais, a Copa da Colômbia e a Pequena Copa do Mundo, consolidando-se como referência do continente.

História de impacto internacional

O auge global veio em 1952, quando o Millonarios foi convidado para as comemorações dos 50 anos do Real Madrid e venceu por 4 a 2 em Madrid, com dois gols de Di Stéfano. A atuação ajudou a despertar o interesse do Real pelo argentino, que viria a se tornar uma das estrelas do futebol mundial.

O período intenso de contratações estrangeiras deixou marcas, que continuaram a influenciar a história do clube mesmo com o fim da era de maior explosão de astros em Bogotà. A partir da regularização da liga, o Millonarios manteve relevância, mas com menos vulto internacional.

Passagens mais controversas

Outra fase relevante ocorreu na década de 1980, associada a investimentos de José Gonzalo Rodríguez Gacha, conhecido como El Mexicano, ligado ao cartel de Medellín. O clube conquistou o Campeonato Colombiano em 1987 e 1988, em contexto de alegadas ligações com o narcotráfico.

Depois, o Millonarios permaneceu sem novos títulos nacionais por 24 anos, até 2012. Em 2012, houve discussão interna sobre recuperar taças de 1987 e 1988, caso houvesse comprovação de irregularidades, mas a medida não avançou.

Passagem de Neto e legado curioso

Em 1993, o meia Neto, ídolo do Corinthians, atuou pelo Millonarios por cerca de três meses. Em Bogotà, disputou 10 jogos e fez 3 gols, incluindo uma cobrança de falta que empatou contra o Atlético Nacional. O episódio ficou conhecido por divergências financeiras envolvendo a transferência.

Agora, o Millonarios tenta aproveitar a altitude de Bogotá e o apoio local para dificultar o favoritismo do São Paulo, líder do grupo com seis pontos. O Tricolor paulista joga com 100% de aproveitamento, buscando manter a posição na competição continental.

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