- O Conselho Deliberativo aprovou as contas de 2025 do Corinthians, com déficit de R$ 143,441 milhões e dívida bruta de R$ 2,723 bilhões; votação de 106 a favor, 68 contrários e quatro abstenções.
- A análise envolveu a gestão de Augusto Melo e a transição para Osmar Stabile, em reunião com 178 conselheiros no Parque São Jorge.
- Custos operacionais somaram R$ 885,354 milhões; folha de pagamento e encargos ficaram em R$ 571,1 milhões; o balanço também aponta dívida final de aproximadamente R$ 2,7 bilhões.
- Receitas incluíram venda de jogadores, patrocínios na camisa, área comercial, premiações e títulos, com valores especificados no balanço.
- O clube também fechou acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional para pagamento de dívida bilionária com desconto de 46,6%, totalizando R$ 679 milhões em recursos próprios, com cronograma de parcelas conforme as categorias.
O Conselho Deliberativo do Corinthians aprovou, na noite desta segunda-feira (27), as contas do exercício de 2025. O balanço envolve a gestão de Augusto Melo e a transição para Osmar Stabile, realizado no Parque São Jorge. A votação ocorreu entre conselheiros, com a participação de 178 membros.
Antes da decisão final, o Conselho Fiscal e o Cori já haviam indicado aprovação com ressalvas. O resultado foi de 106 votos a favor, 68 contrários e 4 abstenções. O clube registrou déficit de R$ 143,441 milhões e dívida bruta de R$ 2,723 bilhões.
Dívida e resultados
A receita total foi de R$ 1,508 bilhão, destacando entradas de R$ 810,126 milhões em receita operacional líquida e novos recursos de venda de jogadores de R$ 107,405 milhões. Outras fontes incluíram área comercial (R$ 252,1 milhões), patrocínios de camisa (R$ 124,7 milhões) e premiações da temporada (R$ 128,8 milhões).
Gastos reas são estimados em R$ 885,354 milhões, com folha de pagamento e encargos somando R$ 571,1 milhões. O déficit de R$ 143,441 milhões compõe o saldo negativo, enquanto a dívida final ficou em R$ 2,7 bilhões.
Acordo com a PGFN
A gestão assinou acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional para pagar uma dívida acumulada ao longo de 20 anos. O acordo, firmado em fevereiro, concedeu desconto de 46,6% sobre encargos, multas e juros.
Pelo acordo, o Corinthians pagará R$ 679 milhões em recursos próprios, com parcelamento que prevê tratamento diferenciado entre obrigações não previdenciárias e previdenciárias. A proposta engloba tributos federais, a Previdência Social e o FGTS.
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