- Conselho Deliberativo do Corinthians aprovou as contas de 2025, com déficit de R$ 143,4 milhões e dívida bruta de R$ 2,723 bilhões, em votação no Parque São Jorge no dia 28 de abril de 2026.
- Participaram 178 conselheiros: 106 votos a favor, 68 contrários e 4 abstenções de dirigentes impedidos por ocuparem cargos na gestão.
- O principal ponto de divergência foi a inclusão, em 2025, de uma renegociação tributária com a União formalizada em 2026, que reduziu a dívida de cerca de R$ 1,2 bilhão para R$ 679 milhões, com desconto de 46,6%.
- A Comissão de Finanças recomendou a rejeição das contas por fragilidades de controles internos, dúvidas sobre a Neo Química Arena e ajustes contábeis, enquanto o Conselho Fiscal e o Conselho de Orientação aprovaram com ressalvas; auditoria independente apontou incertezas sobre a continuidade financeira e possível distorção de R$ 593,3 milhões.
- O balanço registra receita operacional líquida de R$ 810,1 milhões, despesas de R$ 885,3 milhões e déficit de R$ 143,4 milhões; a dívida total, de R$ 2,723 bilhões, inclui compromissos do clube e o financiamento da Neo Química Arena; o gerente financeiro assinou o termo de responsabilidade, após oposição inicial.
O Conselho Deliberativo do Corinthians aprovou, nesta terça-feira, as contas de 2025 do clube. O balanço aponta um déficit de R$ 143,4 milhões e uma dívida bruta de R$ 2,723 bilhões. A votação ocorreu no Parque São Jorge, com 178 conselheiros presentes: 106 a favor, 68 contra e 4 abstenções de dirigentes impedidos de cargos na gestão.
O processo de votação contou com debates e divergências internas. A principal controvérsia ficou por conta de uma renegociação tributária com a União, formalizada apenas em 2026, que reduziu parte da dívida de cerca de R$ 1,2 bilhão para R$ 679 milhões, com desconto de 46,6%. O impacto foi decisivo para a queda da dívida bruta.
A Comissão de Finanças recomendou a rejeição das contas, citando fragilidades de controles internos, dúvidas sobre a Neo Química Arena e ajustes contábeis. Já o Conselho Fiscal e o Conselho de Orientação aprovaram o balanço com ressalvas, com uma auditoria independente apontando incertezas sobre a continuidade financeira.
O balanço financeiro revela receita operacional líquida de R$ 810,1 milhões e despesas de R$ 885,3 milhões. Ao incluir receitas com transferências de atletas e ajustes contábeis, o resultado final ficou no déficit de R$ 143,4 milhões. A dívida total soma compromissos do clube e o financiamento da arena.
Durante a sessão, o gerente financeiro André Lavieri apresentou os números com apoio de consultoria externa e se recusou a assinar um termo de responsabilidade. O documento foi assinado pelo presidente Osmar Stabile e pelo diretor financeiro Emerson Piovesan, após deliberativo debate.
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