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Copa 2026: cobrir a boca ou sair de campo pode gerar cartão vermelho

Jogadores que cobrirem a boca ou deixarem o campo em protesto receberão cartão vermelho automático na Copa do Mundo de 2026, conforme Ifab

Gianluca Prestianni and Vinicius Junior during a Champions League match in Lisbon
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  • Ifab aprovou protocolos para a Copa do Mundo de 2026: cartão vermelho automático para quem cobrir a boca ao enfrentar alguém ou deixar o campo em protesto contra uma decisão de árbitro; regras valem para o torneio que começa em junho.
  • As novas regras ainda não são obrigatórias em outras competições; caberá aos organizadores decidirem se as adotam.
  • O cartão vermelho por deixar o campo também pode ser aplicado a dirigentes de equipe que incentivem a saída; se a partida for abandonada, a equipe normalmente perde o jogo.
  • A medida surge em meio a debates sobre abuso racista e incidentes de boca coberta, incluindo o caso recente envolvendo Vinícius Júnior e Gianluca Prestianni.
  • Meintras empresas e federações discutem punições mais duras, com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, defendendo medidas mais rígidas para quem abandona o campo.

O Comitê Internacional de Arbitragem no Futebol aprovou novas regras que entram em vigor já neste Mundial de 2026. A principal mudança prevê cartão vermelho automático para jogador que cobrir a boca ao enfrentar um adversário ou que deixar o campo em protesto contra uma decisão de árbitro. A norma valerá apenas para o torneio, não para todas as competições.

A decisão foi anunciada pelo Ifab, antes da sessão de FIFA Congress em Vancouver. A entidade destacou que o cartão vermelho também pode ser aplicado a membros do corpo técnico que incentivem a saída de campo. Em caso de abandono, a equipe pode disputar o jogo como perda por W.O., conforme o regulamento.

A medida surge após controvérsias recentes, incluindo incidentes na final da África 2026, quando jogadores de Senegal deixaram o campo após uma cobrança de pênalti. A partida terminou na prorrogação com vitória de Marrocos, após atraso na cobrança.

O foco de debates envolve ainda o risco de punições sem considerar relatos de assédio racial durante jogos. A indústria do futebol tem discutido se a regra deveria prever exceções nesses casos, especialmente quando houver agressões raciais contra atletas.

Gianni Infantino, presidente da Fifa, tem defendido endurecimento de punições para deixar o campo por protesto. A CAF também vem analisando recursos e decisões, com impactos legais e esportivos para as competições envolvidas.

O Ifab informou que a implementação é responsabilidade do organizador da competição. Caso haja infração, árbitro pode aplicar o cartão vermelho imediatamente, com efeitos diretos no andamento da partida.

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