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Fifa aprova cartão vermelho para cobrir o rosto em discussões com adversários

Ifab aprova cartão vermelho para quem cobrir a boca em discussões com adversário; expulsões por abandonar o campo entram em vigor na Copa do Mundo

Gianlucca Prestianni, do Benfica, cobre a boca em discussão com o brasileiro Vinicius Junior, do Real Madrid, em partida da Champions League
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  • Ifab aprovou cartão vermelho para quem cobrir a boca em discussões com adversários; regra entra em vigor a partir da Copa do Mundo, com início em 11 de junho.
  • A medida também define expulsão de jogador que abandonar o gramado em protesto contra decisões da arbitragem; técnicos ou membros que incentivarem a saída também recebem vermelho; abandono coletivo implica na perda da partida.
  • As mudanças são motivadas por episódios recentes, como o abandono de campo do Senegal na final da Copa Africana de Nações e a decisão da CAF de ceder o título a Marrocos.
  • No futebol europeu, o incidente envolvendo Gianluca Prestianni, do Benfica, que cobriu o rosto durante bate-boca com Vinicius Junior, levou a suspensão de seis partidas por conduta discriminatória, segundo a Uefa.
  • A regra passa a valer para a Copa do Mundo de 11 de junho, e as 48 seleções participantes serão formalmente informadas.

O Ifab aprovou novas regras para partidas de futebol. Entre as mudanças, cobra-se cartão vermelho para quem cobrir a boca durante discussões com adversários. A medida foi aprovada nesta terça-feira, em reunião realizada em Vancouver, ligada à Fifa.

A decisão faz parte de um conjunto de alterações apresentadas para aumentar a deterrência a condutas durante o jogo. A norma vigora a partir da próxima Copa do Mundo, com as 48 seleções informadas oficialmente.

Além disso, o Ifab definiu sanções para o abandono de campo. Atletas que saírem do gramado em protesto contra decisões da arbitragem serão expulsos. Técnicos ou membros da comissão que incentivarem a saída também receberão cartão vermelho, e o abandono por toda a equipe pode levar à perda da partida.

Contexto e episódios que motivaram as mudanças indicam o objetivo de coibir condutas discriminatórias. Em janeiro, o Senegal deixou o campo por alguns minutos em protesto durante a final da Copa Africana de Nações. Em março, o título da competição foi retirado de Senegal, ficando com Marrocos.

No episódio envolvendo Vinicius Junior e Gianluca Prestianni, o brasileiro acusou o argentino de racismo ao cobrir a boca na reação a ofensas. Prestianni negou as acusações. A UEFA suspendeu o argentino por seis jogos, citando conduta discriminatória, mas não racismo, mencionando linguagem homofóbica.

O encontro do Ifab ocorreu em meio aos debates sobre o tema e definiu que as novas regras entram em vigor na Copa do Mundo. A entidade informou que as 48 seleções participantes serão formalmente comunicadas sobre as mudanças.

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