- A FIFA aprovou, por unanimidade no 76º congresso, em Canadá, uma regra que pode expulsar jogadores que cobrirem a boca para insultar adversários, válida a partir da Copa do Mundo.
- A medida foi aprovada após recomendação da International Football Association Board (IFAB).
- A regra também prevê expulsão com cartão vermelho para quem deixar o campo em protesto contra decisões da arbitragem, com derrota por WO.
- O caso que motivou o debate envolve Gianluca Prestianni, acusado por Vinícius Júnior de chamá-lo de racismo; o jogador negou as acusações.
- Prestianni foi suspenso por seis partidas pela comissão responsável, com a justificativa de conduta discriminatória, apontando homofobia.
A Fifa aprovou, nesta terça-feira, mudanças nas punições para condutas discriminatórias e de insulto durante as partidas. A decisão ocorreu no 76º Congresso da entidade, realizado no Canadá, com votação unânime. A regra prevê cartão vermelho para quem encobrir a boca para insultar adversários e autoriza expulsão imediata. A medida entra em vigor a partir da Copa do Mundo, em junho, conforme recomendação da IFAB. Quem deixar o campo em protesto contra decisões da arbitragem também pode perder o jogo por чó empresário.
A nova diretriz altera o protocolo de punição e busca coibir atos de desrespeito durante a jogada. A normativa também estabelece sanção de derrota por WO para equipes que abandonarem o gramado em protesto às decisões da arbitragem. As mudanças refletem ações discutidas pela comunidade internacional do futebol para endurecer condutas reprováveis em campo.
O caso envolvendo Gianluca Prestianni e Vinícius Júnior ganhou notoriedade em dezembro, durante a Champions League. O confronto ocorreu no Estádio da Luz, em Lisboa, no jogo de ida dos playoffs. A transmissão indicou que Prestianni cobriu a boca durante a discussão, o que levou a acusações de racismo por Vinícius Júnior. O argentino negou as acusações, dizendo ser mal interpretado.
Prestianni foi acusado de ter usado termos ofensivos contra Vinícius Júnior, com o idioma entre espanhol e português gerando controvérsia sobre a tradução do que teria sido dito. O jogador foi suspenso por seis partidas pela Comissão de Controle, Ética e Disciplina da UEFA, com base em conduta discriminatória, identificada como homofobia pela imprensa brasileira. A decisão aponta a expressão atribuída, ainda que o atleta tenha contestado as acusações.
A situação também envolveu desdobramentos na África, com a Copa Africana de Nações em foco. A CAF chegou a reconhecer o título para Marrocos após alegações de abandono de campo, o que levou a análise da Corte Arbitral do Esporte (CAS). O caso continua em avaliação para o esclarecimento definitivo dos fatos e das sanções aplicáveis.
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