- Corinthians planeja orçamento do segundo semestre sem contar com Memphis Depay, cujo contrato vai até 20 de junho.
- O custo mensal do atacante é de aproximadamente R$ 6 milhões, valor que integra a folha salarial alvo de redução.
- A permanência de Memphis depende de parceria comercial, com o patrocinador assumindo os custos adicionais.
- O clube tem uma dívida de R$ 42 milhões com o jogador, a ser paga independentemente de eventual renovação.
- A meta é reduzir a folha para menos de R$ 30 milhões mensais e arrecadar R$ 151 milhões com vendas, com a contratação de Gabriel Correa para ampliar contatos internacionais.
O Corinthians planeja o orçamento do segundo semestre sem contar com Memphis Depay. O atacante tem contrato até 20 de junho e não está assegurado no clube para a segunda metade da temporada. A projeção financeira do grupo de reestruturação já previa corte de cerca de R$ 6 milhões na folha salarial mensal, custo equivalente ao valor mensal de Depay.
Desde a chegada de Depay, o executivo de futebol Marcelo Paz sabe da limitação orçamentária. A diretoria admite a possibilidade de manter o jogador, mas somente se houver uma solução que não pese no orçamento do clube. A alternativa viável seria uma parceria comercial para bancar o salário.
Modelo depende de parceiro
Segundo Paz, Memphis estaria disposto a reduzir vencimentos para facilitar a renovação. Mesmo assim, o custo restante precisaria ser coberto por um patrocinador. O Corinthians busca um patrocínio máster para sustentar o acordo.
A história remete ao contrato anterior com a Esportes da Sorte, que previa patrocínio de grande impacto midiático. Na prática, porém, o repasse mensal correspondia a cerca de 25% do salário, e o clube precisava complementar o restante com acordos comerciais, o que não ocorreu.
No vínculo atual, firmado em fevereiro, essa vinculação foi retirada, mas o custo mensal permaneceu atrelado ao orçamento. A dívida com Depay acumula R$ 42 milhões e será quitada independentemente da permanência do jogador.
Marketing e estratégias
O departamento de marketing continua buscando empresas interessadas em financiar a continuidade de Depay, inclusive para ações ligadas à Copa do Mundo. O tempo reduzido dificila a viabilização, mas há sinais de interesse de marcas, incluindo a Esportes da Sorte.
Internamente, a expectativa é que apenas uma empresa não consiga arcar sozinha com os custos mensais. A diretoria avalia que é preciso combinar patrocínio com redução salarial ou venda de atletas para equilibrar as contas.
Folha e planejamento financeiro
O clube projeta reduzir ainda mais a folha neste ano, mirando despesas mensais abaixo de R$ 30 milhões. Sem Depay, a economia estimada até o fim do semestre é de cerca de R$ 3 milhões, frente ao custo de aproximadamente R$ 6 milhões mensais.
Para compensar, o Corinthians planeja arrecadar até R$ 151 milhões com venda de atletas. A ideia é substituir saídas por opções de menor custo ou por jogadores da base, mantendo o equilíbrio financeiro.
Mercado de atuação
Recentemente, o Corinthians contratou o analista Gabriel Correa para ampliar conexões internacionais. O objetivo é identificar oportunidades de valorização e negociação de atletas, desde nomes de maior projeção até jogadores em mercados alternativos, como Turquia, Ásia e Oriente Médio.
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