- Walter Moreira Silva, 83 anos, morador de um asilo em Franca, realizou pela primeira vez o sonho de ver o Palmeiras no estádio.
- A viagem, quase cinco horas, foi acompanhada pela equipe do Lar Ofélia para acompanhar o jogo Palmeiras 2 x 1 Botafogo, no dia 18 de março de 2026.
- O torcedor emocionou-se durante a partida: celebrou gols, tirou fotos com o mascote e recebeu a camiseta do clube.
- O passeio foi viabilizado pelo projeto Um Sonho Possível, com apoio de doações de uma empresa local, para mostrar caminhos de recomeço e esperança no acolhimento.
- Walter acompanhava o Palmeiras desde a infância pelo rádio e pela televisão, o que tornou a experiência ainda mais marcante para ele.
Walter Moreira Silva, palmeirense de Franca, realizou seu sonho após 83 anos: acompanhar o Palmeiras de perto no estádio. Morando há oito anos em um asilo, ele viveu a experiência com emoção e gratidão.
O passeio foi possível pelo projeto Um Sonho Possível, ação do lar que acolhe Walter. A viagem contou com apoio financeiro de uma empresa da cidade e envolveu a equipe social do lar, para assegurar a participação do morador.
No dia 18 de março de 2026, Walter viajou de Franca até São Paulo, acompanhado pela psicóloga Flávia Leporacci e pela assistente social Ana Luiza Prates. A expectativa era grande e a emoção, confirmada ao acompanhar o jogo in loco.
No estádio, o torcedor viu o Verdão vencer por 2 a 1 o Botafogo. Walter não conteve as lágrimas ao ver o time de perto, cantou, vibrou e fotografou com o mascote, recebendo ainda uma camiseta oficial.
A identificação com a torcida começou antes mesmo de chegar ao estádio, durante o almoço no shopping. Walter ficou maravilhado ao ver pessoas trajando a mesma camisa, o que reforçou seu sentimento de pertencimento.
Acompanhando Walter, a equipe relatou ansiedade inicial e surpresa com a grandiosidade do estádio. A viagem durou quase cinco horas, com desvios emocionais que marcaram o retorno a Franca, onde tudo começou.
O projeto Um Sonho Possível tem como objetivo desconstruir a ideia de abandono e mostrar que acolhimento pode abrir portas para sonhos. Angra Reis, coordenadora do Lar Ofélia, explica o propósito de renovar esperanças.
Para a equipe, a realização do sonho reforça que o lar não é apenas moradia, mas lugar de recomeços. Flávia, psicóloga, destaca que sonhos ajudam na qualidade de vida, mesmo em idade avançada.
Entre as lembranças, Walter guarda a emoção de ter participado de um jogo histórico para ele. A experiência também aproximou o grupo do lar, que celebrou o momento com reconhecimento e alegria.
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