- A menos de cinquenta dias da Copa do Mundo, a seleção brasileira encara problemas de lesão com atletas importantes, incluindo Militão, Estêvão e Rodrygo.
- Militão foi operado na coxa esquerda e está fora da Copa; Estêvão tem lesão séria na coxa esquerda e é improvável que vá à América do Norte.
- Rodrygo, atacante do Real Madrid, já está fora após rompimento do ligamento cruzado anterior e do menisco do joelho direito.
- Além do Brasil, ao menos treze jogadores de outras seleções já estão fora da Copa por problemas físicos; entre eles Gnabry, da Alemanha, e Ekitike, da França, que sofreu ruptura do tendão de Aquiles.
- A lesão do tendão de Aquiles atingiu cinco dos doze atletas que não disputarão o torneio; a lista inclui Ekitike, além de atletas de México, Suécia, Argentina e Estados Unidos.
A menos de 50 dias para a Copa do Mundo, a seleção brasileira enfrenta uma série de desfalques por lesões. Militão sofreu cirurgia na coxa esquerda e está fora do torneio. Estêvão também tem problema na coxa esquerda e as chances de recuperação antes da estreia são pequenas. Rodrygo, titular do Real Madrid, teve ruptura do ligamento cruzado anterior e do menisco do joelho direito, algo que o afasta do Mundial.
Vanderson, lateral do Monaco, já havia sido cortado por problemas físicos em 2025. Em março sofreu lesão muscular na coxa esquerda, o que aumenta a distância para a convocação. Além disso, a lista de desfalques não se restringe ao Brasil.
Lesões globais e impactos na Copa
Ao todo, pelo menos 13 atletas já estão fora da Copa por questões físicas, segundo apuração de especialistas. Entre os casos internacionais, o atacante Serge Gnabry, da Alemanha, rompeu o músculo adutor da coxa direita e não disputará o torneio.
O francês Hugo Ekitike, que marcou em amistoso contra o Brasil em março, sofreu ruptura do tendão de Aquiles no jogo entre Liverpool e PSG pelas quartas de final da Champions League, e fica fora do Mundial. A lesão também atingiu outros cinco jogadores que não vão à competição.
Tendões, ligamentos e recuperação
A ruptura do tendão de Aquiles atinge cinco dos 12 atletas ausentes, incluindo o goleiro Luis Malagón, do México, o meia-atacante Gustav Lundgren, da Suécia, o zagueiro Juan Foyth, da Argentina, e o atacante Patrick Agyemang, dos Estados Unidos. O tendão liga a panturrilha ao osso, e o desgaste pode evoluir para a ruptura com movimentos repetitivos.
Já o ligamento cruzado anterior do joelho representa outra grande preocupação. Além de Rodrygo, desfalcam-se o atacante Joaquín Panichelli, da Argentina, o jogador Samu Aghehowa, da Espanha, o volante Jerdy Schouten, da Holanda, o meia-atacante Xavi Simons, da Holanda, e o zagueiro Mohammed Salisu, de Gana. O LCA exige cirurgia em muitos casos.
A leitura médica
Especialistas destacam que o LCA oferece estabilidade ao joelho, e a ruptura ocorre com movimentos de rotação combinados a impacto, comuns no futebol. O tendão de Aquiles pode exigir abordagem cirúrgica ou conservadora, dependendo do caso, com recuperação longa em ambos os cenários.
Segundo o ortopedista consultado, a recuperação completa costuma ser possível, mas exige cuidado específico para evitar novas lesões. A gravidade de ambas as lesões reforça a necessidade de planejamento cuidadoso de reabilitação para atletas de alto rendimento.
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