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São Paulo refaz contrato de patrocínio sem intermediária de R$ 4,5 milhões

São Paulo reescreve acordo com a Unimed para eliminar intermediação que renderia 4,5 milhões, antes da votação no conselho

Voz do Setorista: Lucas Moura treina em reapresentação do São Paulo
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  • O São Paulo refez o contrato com a Unimed para remover a participação da empresa intermediária apontada pelo marketing.
  • A intermediação prevista valeria R$ 4,5 milhões no total, divididos em três anos (R$ 1,5 milhão por ano).
  • O contrato entre o clube e a Unimed continua válido pelos três anos, com pagamento de R$ 15 milhões por ano pela estampa na parte de trás do uniforme.
  • A New Honest, com sede no Morumbi, era apontada como intermediária; o clube afirma ter revisado o documento para excluir essa cláusula.
  • O Conselho de Administração e o Conselho Deliberativo devem votar, nas próximas semanas, o acordo sem a intermediação; o SPFC não se manifestou sobre o caso.

O São Paulo refez nos últimos dias o contrato de patrocínio com a Unimed para excluir a participação de uma empresa considerada intermediária pela área de marketing. O acordo previa R$ 4,5 milhões pela intermediação, divididos em três anos, além do contrato de patrocínio principal de R$ 45 milhões com a Unimed para estampar a marca na parte traseira do uniforme.

O departamento de marketing, chefiado pelo diretor Eduardo Toni, apontou a New Honest como intermediária do negócio. A empresa, com sede no Morumbi, atua no setor de seguros para clubes e já presta serviços ao próprio São Paulo, incluindo planos de saúde de funcionários e atletas.

O caso ganhou contornos com a análise interna antes da votação no Conselho de Administração. A diretoria decidiu retirar a cláusula de intermediação para levar o acordo a voto, ainda sem definição sobre aprovações.

Contexto da negociação

A New Honest se descreve como empresa com experiência em seguros para clubes e intermediação de serviços, além de atuar na área de patrocínio. O clube informou à reportagem que avalia a relação com a empresa e que o novo documento já não prevê a remuneração pela intermediação.

Segundo relatos, a intermediação envolvia uma porcentagem de 10% do contrato, correspondente a R$ 1,5 milhão por ano, o que gerava impacto líquido ao São Paulo de aproximadamente R$ 3,5 milhões ao longo do contrato. A gestão afirma ter documentos internos que comprovam a prática e o envolvimento de diferentes diretores.

A defesa apresentada, por meio de depoimentos de integrantes da área administrativa, sustenta que a New Honest já trabalhava para o clube e que a mudança visou reduzir questionamentos externos, mantendo o foco na relação entre as partes sem a participação de intermediários.

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