- Nahuel Jeremias Maldonado, argentino, teve liberdade provisória concedida pela Justiça de Minas Gerais após audiência de custódia realizada na quinta-feira (30), após ser preso em flagrante na sequência de jogo entre Cruzeiro e Boca Juniors no Mineirão.
- O homem é suspeito de atos racistas durante a partida da Libertadores, quando simulou um macaco para torcedores do Cruzeiro; testemunhas viram gestos e movimentos com as mãos.
- A prisão foi considerada legal, mas a Justiça optou pela liberdade provisória sem fiança, com medidas cautelares, incluindo tornozeleira eletrônica por noventa dias.
- Entre as medidas, Maldonado deverá ficar em recolhimento domiciliar noturno em dias úteis (das 20h às 6h) e integral aos fins de semana e feriados, cumprir proibição de frequentar estádios por seis meses e manter endereço atualizado.
- O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e o Grupo Nacional de Combate à Violência nos Estádios (GNCOVE) divulgaram notas de repúdio e confirmaram acompanhamento do caso, reforçando o compromisso de combater racismo e discriminação nos espaços esportivos.
Nahuel Jeremias Maldonado, argentino, teve a liberdade provisória concedida pela Justiça de Minas Gerais após audiência de custódia nesta quinta-feira, 30. Ele é suspeito de praticar atos racistas em partida realizada na última terça-feira, 28, no Estádio Mineirão, em Belo Horizonte.
O caso envolve a torcida do Cruzeiro x Boca Juniors, pela Libertadores. Maldonado foi preso em flagrante logo após o término do jogo, quando testemunhas e a segurança do evento registraram o ato de injúria racial.
A prisão foi considerada legal pelo juiz, mas a medida de soltura foi mantida sem fiança. A autoridade julgou a detenção como desnecessária para a manutenção da ordem pública, considerando que o suspeito é primário e não possui antecedentes.
Medidas cautelares aplicadas
O autor deverá usar tornozeleira eletrônica por 90 dias e cumprir recolhimento domiciliar noturno em dias úteis, das 20h às 6h, além de recolhimento integral aos fins de semana e feriados. Também está proibido de frequentar estádios por seis meses, devendo manter o endereço atualizado e comparecer a todos os atos do processo.
A liberação condicionou-se à instalação imediata da tornozeleira eletrônica. Caso haja descumprimento, a prisão preventiva pode ser revertida. O caso segue sob supervisão do Ministério Público de Minas Gerais.
Contexto institucional
Testemunhas e agentes de segurança do estádio relataram o ocorrido, com registro de gestos que simulavam macaco e movimentos para indicar a cor da pele. O Ministério Público de Minas, por meio do MPMG, acompanhou o inquérito e informou que Maldonado foi conduzido pela segurança do Mineirão e preso na 2ª Central Estadual de Plantão Digital.
O Conselho Nacional de Procuradores-Gerais, via Grupo Nacional de Combate à Violência nos Estádios, divulgou nota de repúdio ao episódio. A mensagem reforça a necessidade de vigilância e atuação firme para coibir racismo em eventos esportivos.
O MPMG e o GNCOVE reafirmaram o compromisso de combater todas as formas de discriminação, acompanhando de perto o andamento do processo e as medidas aplicadas.
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