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Leila confronta Flamengo sobre cobrança de R$ 140 milhões pela transmissão

Guerra pela TV: Flamengo recebe apoio de clubes para garantir R$ 140 milhões a mais até 2029, enquanto Leila Pereira ameaça tirar o Palmeiras da Libra

Bap e Leila. Por trás dos sorrisos, a guerra pela supremacia no Brasil. Flamengo e Palmeiras são os bilionários rivais
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  • Flamengo defende a redistribuição de quarenta e sessenta%? Não, pede mais R$ 140 milhões por ano na distribuição da transmissão, com contrato até 2029, alegando maior audiência e torcida.
  • Leila Pereira, presidente do Palmeiras, é contrária à mudança e ameaça tirar o Palmeiras da Libra caso o acordo avance sem justiça na divisão.
  • Flamengo ganhou apoio de vários clubes da Libra para receber o valor adicional, ampliando a vantagem financeira frente ao Palmeiras, que mantém posição contrária.
  • Em 2025, Flamengo faturou cerca de R$ 2,089 bilhões e o Palmeiras, R$ 1,696 bilhão, com destaque para transmissão, patrocínios e bilheteria.
  • Caminhos anunciados para o Palmeiras incluem permanecer na Libra e buscar aumento também com base no desempenho, ou deixar a liga e migrar para a Liga Forte União.

A disputa entre Flamengo e Palmeiras pela distribuição de direitos de transmissão ganhou contornos de guerra fria no futebol brasileiro. A frente é liderada por Bap, presidente do Flamengo, que pressionou clubes da Libra a aprovarem um aporte adicional. O montante em jogo é de 140 milhões de reais por ano até 2029, segundo reportagem.

Leila Pereira, à frente da Crefisa e da Faculdade das Américas, não aceitou o aumento proposto. Ela classifica a fatia extra como injusta para o Palmeiras e já sinaliza que pode tirar o clube da Libra. A administração palmeirense defende a divisão atual, baseada em igualitária, desempenho e audiência.

Bap conseguiu apoio de clubes da Libra com maior torcida e audiência para acolher o acréscimo. A decisão, se mantida, deixaria o Flamengo com ganhos maiores por temporada. O Palmeiras, por sua vez, sustenta que a divisão permanece proporcional aos critérios estabelecidos.

Em jogo: valores e critérios de distribuição

Segundo o modelo vigente, 40% vão para divisão igualitária entre os clubes da Série A, 30% com base no desempenho e 30% na audiência. O Flamengo argumenta ter mais jogos e maior visibilidade, o que sustenta a reivindicação de 140 milhões adicionais.

Leila discorda da leitura de que o tamanho da torcida justifica tratamento preferencial. Ela aponta que o correto é respeitar a regra vigente e manter a distribuição atual, sem privilégios para o clube com maior torcida.

Possível afastamento da Libra

Caso não haja acordo, o Palmeiras avalia alternativas. Entre as hipóteses está deixar a Libra e migrar para a Liga Forte União, que reúne uma série de clubes. Também permanece a opção de permanecer na Libra, desde que haja reavaliação da distribuição para atender o desempenho do Palmeiras.

A disputa envolve a Liga Brasileira de Clubes, contratos com emissoras e planos de transmissão até 2029. Flamengo e Palmeiras já tiveram confrontos diretos em competições nacionais, com a renda de direitos de transmissão sendo parte essencial do orçamento.

A tensão entre as diretorias reflete a disputa por hegemonia financeira do futebol sul-americano. O desfecho pode redefinir como os recursos de TV são distribuídos entre os clubes com maior capacidade de liderança de audiência.

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