- Athletico encerrou 2025 com déficit de R$ 58,1 milhões, encerrando um ciclo de 11 anos com resultado positivo.
- Receita total ficou em R$ 512,6 milhões, abaixo dos R$ 609,3 milhões de 2024, com queda em direitos de transmissão e venda de jogadores.
- O clube manteve investimento expressivo em contratações e infraestrutura, incluindo a contratação de Kevin Viveros por cerca de R$ 28 milhões.
- A Ligga Arena permaneceu como fonte relevante de receita operacional, com R$ 67 milhões em bilheteria, além de outras receitas de loja, alimentação, publicidade e eventos.
- O patrimônio líquido fechou em R$ 1,07 bilhão; houve recompra de 10% dos direitos de transmissão futuros, destacando ressalvas de auditoria sobre o tratamento contábil.
O Athletico Paranaense fechou 2025 com déficit de 58,1 milhões de reais, interrompendo 11 anos consecutivos de resultado positivo. O clube, que retornou à Série A e chegou às quartas de final da Copa do Brasil, registrou receita total de 512,6 milhões, abaixo dos 609,3 milhões de 2024. A queda acompanha menor aporte por direitos de transmissão e menor venda de atletas.
O balanço mostra que o desempenho esportivo não compensou a redução de receitas. Direitos de transmissão caíram de 57,5 milhões em 2024 para 23,6 milhões em 2025; as vendas de jogadores também recuaram, de 284,5 milhões para 203,3 milhões. Mesmo assim, o clube manteve reforços de expressão, com investimentos significativos na contratação de atletas.
No primeiro trimestre, o Athletico priorizou caixa, gastando apenas 12 milhões com o zagueiro Léo Pelé. Com o acesso à Série A, o clube investiu pesado na chegada do atacante Kevin Viveros, contratado por 5 milhões de dólares (cerca de 28 milhões de reais). A operação representou a contratação mais cara da história do clube.
Receitas e operações da arena
A Ligga Arena permaneceu como fonte importante de receita, gerando 67 milhões com ticketing, 21,7 milhões com loja oficial e e-commerce, 26 milhões em lanchonetes, 29 milhões com publicidade na arena e 17,9 milhões com eventos. Reformas estruturais incluíram melhorias na área externa, sala multissensorial, esplanada, zona mista e proteção para gramado, além de novos equipamentos no centro de treinamentos.
A recompra de 10% dos direitos de transmissão futuros, avaliada em 101,4 milhões, elevou a participação econômica do Athletico para 90% do total. A operação, porém, recebeu ressalvas da auditoria independente quanto ao tratamento contábil utilizado pelo clube.
Apesar do déficit, o patrimônio líquido encerrou 2025 em 1,07 bilhão de reais. No aspecto esportivo, o Athletico ficou em 8º no ranking da CBF e 12º na CONMEBOL, mantendo-se como o sexto melhor brasileiro na lista regional.
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