- Corinthians fechou janeiro e fevereiro de 2026 com déficit de R$ 93,667 milhões, 55,7% acima do previsto para o período.
- Despesas não recorrentes somaram R$ 38,601 milhões, incluindo premiações pelo título da Copa do Brasil de 2025 e encargos tributários da dívida com Santos Laguna.
- Receitas operacionais brutas foram de R$ 143,673 milhões, com patrocínios/publicidade em R$ 64,083 milhões, bilheteria/programa Fiel Torcedor em R$ 27,431 milhões e direitos de transmissão em R$ 26,619 milhões.
- Custos e despesas operacionais atingiram R$ 132,562 milhões, destacando-se folha de pagamento com R$ 101,077 milhões; gastos com negociações ficaram em R$ 6,488 milhões.
- Passivo a descoberto subiu de R$ 774,194 milhões para R$ 869,867 milhões; diretoria prevê ajustes no orçamento ao longo de 2026, com revisão prevista no meio do ano.
O Corinthians apresentou déficit financeiro de quase R$ 100 milhões no primeiro bimestre de 2026. Os números, apurados em balancetes divulgados pelo clube, apontam prejuízo de R$ 93,667 milhões em janeiro e fevereiro, quase 56% acima do déficit projetado no orçamento para o período. A diretoria aponta despesas extraordinárias como principal fator.
Entre os gastos não recorrentes destacam-se premiações ao elenco pela conquista da Copa do Brasil de 2025, registradas apenas em janeiro, e encargos tributários envolvidos na quitação da dívida com o Santos Laguna, vinculada ao encerramento do transfer ban. Tais itens totalizaram R$ 38,601 milhões.
O que aconteceu e como aconteceu
Ainda segundo os balancetes, a receita operacional bruta somou R$ 143,673 milhões no período, com destaque para patrocínios e publicidade, que renderam R$ 64,083 milhões. Bilheteria, programa Fiel Torcedor e direitos de transmissão contribuíram com R$ 27,431 milhões, R$ 27,431 milhões e R$ 26,619 milhões, respectivamente.
Os custos e despesas operacionais totalizaram R$ 132,562 milhões, sendo a folha de pagamento o maior item, com R$ 101,077 milhões. Em movimentações de mercado, o clube registrou R$ 1,698 milhão de empréstimos e cessões, ante R$ 6,488 milhões investidos em negociações de atletas.
Dívida e perspectivas para 2026
O resultado negativo, somado a fatores como despesas financeiras, amortizações e depreciações, levou ao déficit do bimestre. O passivo a descoberto do clube cresceu de R$ 774,194 milhões ao final de 2025 para R$ 869,867 milhões em fevereiro de 2026, indicando que mesmo com a venda de ativos ainda haveria dívidas a quitar.
Diante desse cenário, a diretoria espera ajustes ao longo da temporada e prevê revisão orçamentária no meio do ano, conforme determina o estatuto. A projeção inicial para 2026 indicava superávit de R$ 12 milhões.
Contas de 2025 e próximos passos
Recentemente, o Conselho Deliberativo aprovou as contas de 2025, que apresentaram déficit de R$ 143,4 milhões, com ressalvas apontadas por órgãos de fiscalização interna e pela auditoria independente. O clube afirma que revisões seguem sob avaliação para a definição de medidas corretivas ao longo do ano.
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