- Justiça de Minas Gerais soltou o argentino Nahuel Jeremías Maldonado, 29 anos, após prisão em flagrante por suposto racismo no Mineirão, durante a partida entre Cruzeiro e Boca Juniors pela Libertadores.
- Ele deixou a prisão sob condições: tornozeleira eletrônica por 90 dias, recolhimento domiciliar noturno em dias úteis e integral aos fins de semana e feriados, além de comparecer periodicamente em juízo; proibido de frequentar estádios por seis meses.
- O juiz entendeu que a manutenção da detenção não era necessária no momento, levando em conta que Maldonado é primário e não possui antecedentes criminais.
- O caso ocorreu na noite de terça-feira, 28, com gestos de cunho racista envolvendo imitações de macaco direcionadas à torcida celeste; seguranças e policiais prenderam o suspeito após denúncia com registros em vídeo.
- O Ministério Público acompanha o caso e analisará as imagens e o inquérito; Mineirão, Cruzeiro e Conmebol trabalham as medidas disciplinares cabíveis.
Nahuel Jeremías Maldonado, argentino de 29 anos, foi solto pela Justiça de Minas Gerais após prisão em flagrante por racismo durante jogo da Libertadores no Mineirão. A audiência de custódia ocorreu nesta quarta-feira, 3, e autorizou a soltura.
A decisão impôs medidas restritivas: tornozeleira eletrônica por 90 dias, recolhimento domiciliar noturno em dias úteis e integral aos fins de semana e feriados, além de comparecimento periódico em juízo. Ele também não pode frequentar estádios por seis meses.
O caso ocorreu na noite de terça-feira, 28, durante o confronto entre Cruzeiro e Boca Juniors pela fase de grupos da Libertadores. Segundo registro policial, o investigado fez gestos racistas em direção à torcida celeste, com imitações de macaco.
Seguranças do Mineirão e policiais militares abordaram Maldonado após denúncia com imagens do episódio. Na delegacia, ele prestou depoimento e a Polícia Civil confirmou a prisão pelo crime de discriminação racial.
O Ministério Público de MG acompanha o caso, vai analisar as imagens e o andamento do inquérito para decidir sobre eventual responsabilização. A investigação segue em curso.
O Mineirão informou repúdio a atos racistas e destacou o uso de monitoramento para auxiliar as autoridades. O Cruzeiro afirmou que apura os episódios e acionou a Conmebol, que investiga punições ao clube argentino.
Entre na conversa da comunidade