- A Justiça de São Paulo rejeitou recurso da WLJC Consultoria e Gestão Empresarial, empresa de Willian Bigode, no processo envolvendo Gustavo Scarpa e Willian Bigode.
- A decisão ocorreu nesta sexta-feira, 1º de [mês], com a desembargadora Rosângela Telles mencionando “tumulto processual” ao fazer nova advertência às partes.
- O recurso questionava a citação por edital de dois sócios da operadora de criptomoedas Xland; a magistrada entendeu que advogados de Bigode não tinham legitimidade para contestar a citação.
- A magistrada afirmou que a ação, iniciada em 2022, ainda não tramita de forma adequada e que a alegação apresentada pelos advogados de Bigode não altera o mérito do processo.
- No histórico do caso, Scarpa acusa ter sido vítima de um golpe associado à Xland Holding, na qual investiu mais de R$ 4 milhões, com promessa de retorno mensal de 3,5% a 5%.
O processo envolvendo Gustavo Scarpa e Willian Bigode ganhou novo capítulo na Justiça de São Paulo. A Justiça rejeitou recurso da WLJC Consultoria e Gestão Empresarial, empresa ligada a Bigode, que questionava a citação por edital de dois sócios da operadora de criptomoedas Xland. A decisão foi proferida pela desembargadora Rosângela Telles na sexta-feira, 1º de março, no âmbito de uma ação iniciada em 2022.
O caso envolve disputas sobre operações com criptomoedas e acusações feitas no contexto de um golpe envolvendo a Xland Holding. Scarpa, jogador de futebol, afirma ter investido mais de R$ 4 milhões no esquema, com retorno esperado de 3,5% a 5% ao mês, e aponta desvio de recursos pela Xland. A WLJC, que atendia outros atletas, era citada na investigação e também figura como responsável civil em parte do processo.
A decisão da desembargadora destaca que a citação por edital é contestada pela própria defesa, mas esclarece que os advogados de Willian Bigode não possuem legitimidade para questionar esse procedimento por meio de terceiros, cabendo aos representantes legais dele contestarem diretamente. A magistrada também mencionou que o processo tem trajetória recente desde 2022 e enfrenta entraves para tramitar de forma adequada.
Contexto do caso
Em 2023, Scarpa acusou o colega de apresentar a empresa Xland a ele, dentro de um golpe informado pela defesa do atleta. Contratos e depoimentos indicaram que Scarpa foi levado a acreditar na possibilidade de retorno financeiro, o que motivou a abertura de ações judiciais envolvendo a WLJC e o suficiente para sustentar a disputa entre as partes. O material de comunicação entre Scarpa e Bigode, entregue à Justiça, compõe parte das evidências apresentadas no processo.
Relatos de áudio entre os dois atletas revelaram conversas sobre a situação, com Scarpa mencionando a necessidade de registrar um boletim de ocorrência e sinalizando a possibilidade de mencionar a WLJC em investigações futuras. As conversas também indicaram tensões entre Scarpa e Bigode, atribuídas a desconfianças sobre as empresas envolvidas no suposto golpe. O andamento processual segue, com novos desdobramentos pendentes de avaliação pelas autoridades judiciais.
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