- Rafael Menin, acionista majoritário da SAF do Atlético-MG, anunciou afastamento das atividades diárias do clube, encerrando participação prática no dia a dia do futebol.
- O desgaste envolvendo o treinador e o elenco, especialmente com o atacante Hulk, foi um dos principais motivos apontados nos bastidores ao longo de anos.
- Em janeiro, Hulk e sua equipe não aceitaram a proposta do clube, considerada por ele como uma “aposentadoria antecipada”; o impasse acabou mantendo o jogador no Galo por decisão interna.
- Em abril, Menin participou novamente de decisões ligadas à possível saída de Hulk, incluindo um encontro no vestiário antes de duelo contra o Flamengo.
- Ao longo das últimas temporadas, o Atlético-MG teve resultados abaixo do esperado e ficou sem títulos relevantes, contribuindo para o desgaste com a gestão e com setores do clube.
Rafael Menin anunciou o afastamento das funções Diárias do futebol da SAF do Atlético-MG, em meio à crise que atinge o clube. A mudança faz parte de uma reorientação na gestão, com foco nas questões administrativas da SAF e na relação com o futebol, segundo fontes próximas ao processo.
O desgaste interno envolveu o elenco e a torcida, com o caso do atacante Hulk como ponto central. No início do ano, o camisa 7 teve impasse com a diretoria sobre a continuidade e teve a sua permanência discutida entre dirigentes e atleta.
Em janeiro, Hulk e o staff questionaram a proposta apresentada pelo clube, interpretada pelo jogador como uma aposentadoria antecipada; a decisão final manteve o vínculo, mas ampliou o atrito entre o jogador e a gestão. Em abril, Menin participou da condução que culminou na saída de Hulk para o Fluminense, com a saída do jogador do elenco já definida em jogo contra o Flamengo.
Relatos de autoritarismo de Menin também chegaram ao conhecimento da imprensa. Funcionários do departamento de futebol teriam ouvido frases associando o clube ao poder do dirigente e, segundo apurações, houve tentativas de interferir no trabalho das comissões técnicas, gerando desconforto na diretoria técnica ao longo dos anos.
Do ponto de vista esportivo, o Atlético-MG vive sequência de resultados ruins nas últimas temporadas: vices na Copa do Brasil e na Libertadores em 2024, vice na Sul-Americana 2025 e desempenho abaixo da média no Brasileirão por dois anos consecutivos. Nesta temporada, o time perdeu a final do Campeonato Mineiro para o Cruzeiro e figura próximo à zona de rebaixamento no Campeonato Brasileiro, além de ser lanterna na Sul-Americana.
A saída de Menin concentra esforços na gestão da MRV, empresa de construção que administra com o pai, Rubens. A notícia evidencia a pressão interna sobre o planejamento do Atlético-MG e o papel da SAF na condução dos próximos passos do clube.
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