- O São Paulo apresentou, em 2025, receita total de 1,073 bilhão, alta de 47,14% vs 2024, e superávit de 56 milhões.
- A maior parte do ganho veio de vendas de atletas da base de Cotia, que somaram 283,7 milhões, além de valores relacionados ao Morumbi.
- As transferências da base tiveram destaque, com exemplos como Lucas Ferreira, Willian Gomes e Ângelo entre as principais negociações de 2025.
- As despesas operacionais ficaram em 1,016 bilhão; o clube encerrou o ano com 23,9 milhões em caixa, contas a receber acima de 1,4 bilhão e dívida patrimonial de 536,2 milhões.
- O Conselho Deliberativo reprovou o balanço, apontando cerca de 11 milhões em saques não rastreáveis; auditorias em cartões não identificaram irregularidades em Belmonte e Serginho, mas houve gasto pessoal de cerca de 500 mil reembolsado envolvendo Casares.
O São Paulo apresentou o balanço orçamentário da temporada 2025, revelando que a arrecadação do clube ultrapassou R$ 1 bilhão. O desempenho mostra alta de 47,14% ante 2024, quando o clube recebeu R$ 737,4 milhões, com um superávit de R$ 56 milhões.
A maior parte dos ganhos veio de negociações envolvendo a base de Cotia e de receitas associadas ao estádio Morumbi. Transferências de atletas aparecem como o principal motor, com R$ 283,7 milhões em 2025, ante R$ 93,3 milhões em 2024.
Entre as vendas, destacam-se nomes como Lucas Ferreira, Willian Gomes e Matheus Alves, com valores que variam entre 5 a 10 milhões de euros cada, além de bônus envolvendo o atacante Ângelo.
Balança emocional e composição de receitas
A receita operacional total atingiu R$ 1,073 bilhão em 2025, puxada pela soma de vendas de atletas, direitos de TV e patrocínios, respectivamente R$ 283,7 milhões, R$ 245 milhões e R$ 121,3 milhões. Despesas operacionais ficaram em R$ 1,016 bilhão.
O passivo patrimonial recuou de R$ 595,7 milhões para R$ 536,2 milhões, sinalizando melhora na dívida. O caixa encerrou o ano em R$ 23,9 milhões, com contas a receber acima de R$ 1,4 bilhão, refletindo receitas contratadas para o futuro.
Empréstimos bancários somaram cerca de R$ 277,6 milhões. O clube, apesar do avanço, mantém dependência de receitas extraordinárias ligadas a negociações de jogadores.
Reprovação do balanço pelo Conselho Deliberativo
O Conselho Deliberativo reprovou o balanço de 2025, em meio a ressalvas sobre cerca de R$ 11 milhões em saques não rastreados. Parte do montante, estimada em aproximadamente R$ 7 milhões, não teve comprovantes apresentados.
Representantes do Conselho Fiscal informaram auditorias realizadas em três cartões ligados a Julio Casares, Belmonte e Serginho. Não foram identificadas irregularidades nos cartões de Belmonte e Serginho; no caso de Casares, houve gastos pessoais reembolsados sem detalhamento de critérios.
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