- A febre de figurinhas da Copa do Mundo mobiliza fãs de diferentes idades, com troca de pacotes e interesse em completar o álbum das seleções, que já soma 980 figurinhas.
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- Em Brasília, a Banca do Brito, na 106 Norte, é ponto de encontro para quem troca figurinhas e busca completar o time do Brasil, com apoio dos pais.
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- Jovens colecionadores relatam continuidade de hábitos de anos anteriores, acompanhados por lojas e shoppings que facilitam as trocas e a compra de pacotes.
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- Profissionais do ramo indicam valorização de figurinhas especiais, como as douradas de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, e expectativa por nomes como Lamine Yamal, Kylian Mbappé e Vinícius Júnior.
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- O hobby também incentiva interação social entre crianças e adolescentes, com relatos de experiências em família, escolas e espaços comerciais, além de lembranças futuras das abas de álbuns.
No clima de Copa do Mundo, a curiosidade pelas figurinhas liberou uma mobilização entre fãs de todas as idades. Em Brasília, famílias se dedicam a completar álbuns antes do torneio começar, com trocas e encontros que viraram rotina. O movimento envolve crianças, jovens e adultos.
Nina, de 2 anos, e o irmão Luiz, de 5, viram a aproximação da Copa como motivação para o primeiros passos da torcida. O pai, Luiz Machado, analista de sistemas, circula com eles entre as bancas para trocar figurinhas e buscar as do Brasil, objetivo comum da família.
O ponto de encontro mais conhecido fica na Banca do Brito, na 106 Norte. Por ali passam colecionadores que trocam pacotes, discutem cartas raras e avaliam valor de itens mais procurados, em preparação para a grande temporada.
Ao lado, o Terraço Shopping também aparece como núcleo de trocas. Jovens de diversas idades costumam se encontrar para ampliar as coleções, em ambientes que mesclam socialização e competição saudável entre os pequenos colecionadores.
Estrelas do esporte
Entre as figurinhas mais valorizadas aparecem Cristiano Ronaldo e Lionel Messi em edições douradas, associadas ao fim de carreira de ambos. Versões de Romário de 1994 e outras raridades atraem atenção de quem busca itens com maior valor de mercado. A busca por nomes como Lamine Yamal, Kylian Mbappé e Vinícius Júnior também é constante.
Aos olhos dos comerciantes, as imagens que representam fases de grandes astros costumam ser as mais procuradas. Além disso, há expectativa de novidades com as seleções emergentes, o que aumenta o interesse dos colecionadores. A tendência é que o mercado se amplie durante a Copa.
Pontos de troca e perfil dos fãs
No entorno das feiras, jovens e até meninas ganham espaço entre os frequentadores. A banca Brito já recebeu grupos de estudantes que aproveitam a pausa entre as aulas para adquirir álbuns e iniciar as trocas. A diversidade de clientes, de 13 a 50 anos, demonstra a popularidade crescente do hobby.
Quem atua no comércio relata que o público é fiel, mesmo diante da disponibilidade de plataformas digitais. Trocas presenciais, jogos de bafo e encontros em praças mantêm a tradição entre as novas gerações. A empolgação é visível, com planos de completar o time do Brasil nos álbuns.
Davi Yamassaki, 14, reforça a motivação de quem coleciona desde a infância e já planeja concluir o álbum neste ano. A história familiar aparece como motor do hobby, com o pai estimulando a prática desde cedo. A nostalgia aparece como um componente importante para muitos colecionadores.
Rafaela Carvalho, 14, descreve a prática como tradição na família. Ela já coleciona álbuns de outras Copas e observa que o interesse masculino costuma ser mais visível, embora haja crescimento da participação feminina. A ideia de registrar memórias é citada por muitos.
O proprietário da banca Brito, José Gonçalves, destaca o aumento do interesse de jovens e meninas pelas figurinhas. Relatos de turmas de escola visitando a banca mostram que o hábito se transforma em atividade social, com amigos reunidos para comprar pacotes e planes de troca.
Gustavo Vital, 15, confirma o clima de empolgação: o investimento em pacotes é considerável e a meta pessoal é completar o álbum, com troca entre colegas na escola como parte da rotina. A experiência sugere que a Copa impulsiona redes de amizade entre os jovens.
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