- O São Paulo fechou 2025 com superávit de R$ 56 milhões e dívida líquida de R$ 858,2 milhões, reduzida em R$ 110 milhões; a receita bruta atingiu recorde de R$ 1,07 bilhão.
- O investimento no departamento de futebol foi de R$ 55 milhões, metade do ano anterior, com foco em atletas livres ou por empréstimo.
- As receitas com venda de direitos econômicos somaram R$ 283,7 milhões; entre as negociações, destacam-se saídas de jogadores e a venda de Lucas Ferreira ao Shakhtar Donetsk, que gerou R$ 11,8 milhões a empresários; as despesas com intermediação passaram a R$ 31,3 milhões.
- O Conselho Deliberativo reprovou as contas em março, por 210 votos a 24, com base no relatório da auditoria RSM Brasil, que apontou saques em dinheiro de cerca de R$ 11 milhões não comprovados.
- O então presidente Julio Casares renunciou, afirmando que o afastamento busca proteger saúde e família de ataques; o novo presidente, Harry Massis Júnior, defendeu a aprovação do balanço para não dificultar créditos bancários.
O São Paulo Futebol Clube fechou 2025 com superávit de R$ 56 milhões, revertendo o déficit de 2024, de R$ 287,6 milhões. A receita bruta atingiu R$ 1,07 bilhão, recorde na série histórica.
O endividamento líquido caiu para R$ 858,2 milhões, redução de R$ 110 milhões em relação a 2024. O caixa recebeu impulso com medidas de contenção de gastos e renegociação de ativos.
O investimento no departamento de futebol foi de R$ 55 milhões, metade do registrado em 2024. A gestão priorizou atletas livres no mercado ou por empréstimo, reduzindo aportes diretos ao elenco.
As receitas com venda de direitos econômicos somaram R$ 283,7 milhões. Entre as negociações, saídas de William Gomes, Matheus Alves, Henrique Carmo e Lucas Ferreira. Despesas com intermediações subiram de R$ 4 milhões para R$ 31,3 milhões em 2025, e a venda de Lucas Ferreira ao Shakhtar Donetsk gerou R$ 11,8 milhões a empresários.
Contas reprovadas
Apesar da recuperação, o Conselho Deliberativo reprovou as contas em votação de março, por 210 a 24. A reprovação ocorreu com base no relatório de auditoria RSM Brasil, que emitiu ressalva por saques em dinheiro de cerca de R$ 11 milhões sem comprovação documental.
O anúncio da reprovação levou à renúncia do então presidente Julio Casares. Em nota divulgada pelas redes sociais, ele alegou ter deixado o cargo para proteger a saúde e a família diante de ataques. Disse não haver irregularidades de gestão.
O ex-presidente informou que a saída não configura confissão de culpa e ressaltou conquistas recentes, como a Copa do Brasil de 2023. Afirmou que o afastamento permitiria investigações técnicas e isentas sobre a governança do clube.
Em reunião realizada em março, o novo presidente, Harry Massis Júnior, defendeu a aprovação do balanço para evitar dificuldades na obtenção de créditos bancários.
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