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Máquina de dinheiro e Marrocos em ascensão: lições do Congresso da Fifa

Infantino assegura apoio de confederações para a reeleição e aumenta repasses; Europa fica à margem, e o calendário global de futebol ganha contorno contestado

Gianni Infantino and Victor Montagliani, the president of Concacaf, in Vancouver. Montagliani is seen as a possible Fifa presidential candidate in 2031.
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  • Infantino anunciou que buscará reeleição no próximo ano, já com apoio público de federações africana, asiática e sul-americana, tornando a vitória praticamente garantida.
  • Fifa projeta receitas de US$ 14 bilhões para o ciclo 2027-2030 e prometeu aumentar a distribuição aos federados em 20%, chegando a no mínimo US$ 2,7 bilhões; pagamentos às seleções do Mundial também subiram, em pelo menos US$ 2 milhões.
  • Tensa tentativa de Infantino de promover um aperto de mãos entre representantes palestino e israelense; o presidente da Federação Palestina recusou cumprimentar o vice-presidente da Federação Israelense.
  • Anúncios de mudanças regulatórias incluíram cartão vermelho automático para quem cobrir a boca ao falar com adversários ou abandonar o campo, além de estudo para exigir um jogador sub-21 em campo por time; a ideia pode enfrentar resistência dos clubes.
  • Congresso confirmou o Africa Cup of Nations de 2027 no verão, e tratativas sobre calendário internacional pós-2030 seguem em debate; o próximo encontro ocorre em Rabat, Marrocos.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, anunciou a intenção de se reeleger no ano que vem. A decisão já era conhecida desde a alteração estatutária que permite mais de dois mandatos. O anúncio ocorreu durante o 76º Congresso da entidade, em Vancouver.

Infantino já recebeu o apoio público de federações africanas, asiáticas e sul-americanas, o que indica votos suficientes para a reeleição. A maioria dos 211 membros já estaria alinhada, sinalizando um caminho de vitória praticamente garantido.

Finanças em destaque

A Fifa projeta receitas de 14 bilhões de dólares no ciclo 2027-2030 e prometeu distribuir mais recursos aos federados. A medida eleva em 20% o repasse aos órgãos nacionais, com mínimo de 2,7 bilhões de dólares.

Rotina de mudanças nas regras

A Fifa aprovou alterações, incluindo uma norma sobre jogadores que tapam a boca ao falar com adversários. Também abriu consulta para um novo regulamento que obrigaria clubes a ter um jogador sub-21 em campo, em tempo integral.

Desdobramentos políticos

O congresso também mostrou gestos diplomáticos complexos. Um acordo para um aperto de mão entre representantes da Palestina e de Israel não ocorreu, com o presidente da Federação Palestina recusando-se a subir ao palco.

Calendário e competição

Foi confirmado que a próxima Copa Africana de Nações masculina ocorre no verão de 2027. Ainda assim, as negociações sobre o calendário internacional de jogos até 2030 seguirão sem consenso definitivo.

Tendências geopolíticas

A presença europeia no evento ficou mais à margem, com a escolha de Rabat, no Marrocos, para sediar o próximo congresso e a reeleição de Infantino. Marrocos organiza a Copa do Mundo de 2030 ao lado de Espanha e Portugal.

Olhar para o futuro

O presidente da Concacaf, Victor Montagliani, destacou que o foco da Fifa deve ser serviços, não poder. A fala ocorre em meio a discussões sobre candidaturas futuras e possíveis mudanças nos mandatos.

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