- Em 4 de maio de 2006, o Corinthians foi eliminado da Libertadores pelo River Plate após perder por 3 a 2 em Buenos Aires e sofrer virada de 3 a 1 no Pacaembu.
- O jogo terminou com invasão de torcedores ao gramado e destruição; cerca de 30 pessoas foram atendidas no posto médico do estádio.
- O terceiro gol do River, marcado por Gonzalo Higuaín aos 36 minutos do segundo tempo, impulsionou a crise no jogo.
- A polícia respondeu com munições de efeito moral, de luz e de som, contornando a invasão e avaliando ferimentos leves entre os agentes.
- O episódio é visto como divisor de águas, levando maior profissionalização e cooperação entre polícia, Ministério Público, Delegacia do Torcedor e Federação Paulista de Futebol, com reuniões preparatórias em jogos futuros.
O Corinthians viveu uma das noites mais tensas de sua história em 4 de maio de 2006, no Pacaembu. Perdeu por 3 a 1 para o River Plate, de virada, após o 3 a 2 fora de casa. O resultado eliminou o clube brasileiro nas oitavas da Libertadores, em jogo marcado pela invasão de torcedores ao gramado.
A partida terminou aos 37 minutos do segundo tempo, após o River marcar o terceiro gol com Gonzalo Higuaín. A construção do placar deixou os torcedores locais irados e provocou uma forte repressão policial na saída e no entorno do estádio.
Cerca de 30 pessoas procuraram atendimento médico no posto do Pacaembu, entre torcedores e árbitros. O episódio foi acompanhado por forte aparato de segurança, com ações de contenção no alambrado e uso de munições de efeito moral.
A Libertadores de 2006
O Corinthians chegou à fase de oitavas de final liderando o grupo, com 13 pontos. O River Plate, dirigido por Daniel Passarella, havia eliminado o clube brasileiro na ida por 3 a 2. Na volta, o time argentino venceu por 3 a 1, abrindo caminho para a classificação do Libertad.
A derrota ficou marcada também pela escalação titular do Timão, que contava com Silvio Luiz, Coelho, Marcus Vinícius, Betão e Rubens Júnior, entre outros. Ademar Braga, treinador do Corinthians, chamou o revés de cataclísmico para sua carreira.
Repercussões e mudança de atuação
No pós-jogo, o tenente Alexandre Vilariço, que comandava o grupo de policiais, relatou a invasão ao alambrado. O opened gate foi forçado, mas houve contenção com cassetetes e apoio de munições de efeito moral, segundo relatos da época.
A partir daquele episódio, policiais, delegacia do torcedor e Ministério Público passaram a atuar de forma mais integrada. A Federação Paulista de Futebol intensificou a profissionalização das ações e clubes passaram a adotar planejamento de eventos mais técnico.
Betão, meia-entrada nas categorias de base, lembrou a noite de tensão. O elenco foi dividido entre sair em carros da polícia e seguir no hotel, sob receio de emboscadas ou ataques durante a madrugada. A maioria só deixou o hotel com o amanhecer.
Entre na conversa da comunidade