- Adolescente de 18 anos, torcedor do Vasco, ficou cego do olho direito após ser atingido por bala de borracha ao deixar o Maracanã, no domingo, após Flamengo x Vasco.
- Segundo a família, o disparo foi feito por um policial militar; Arthur fará pelo menos três cirurgias, incluindo plástica e tratamento de fratura no nariz, e está internado na Casa de Saúde São José.
- Arthur afirma que pedia ajuda aos policiais, mas foi ignorado; testemunhas dizem que a cavalaria usava bombas de efeito moral e gás durante o tumulto entre torcidas.
- A Polícia Militar informou que um homem ficou ferido por disparo de elastômero e instaurou um procedimento para apurar as circunstâncias; a mãe cobra indenização.
- Na partida, cerca de oitocentos agentes atuaram; quinze pessoas foram presas; além de Arthur, outros dois torcedores ficaram feridos e uma dupla sofreu agressões nas proximidades do estádio.
O jovem Arthur Cortines Laxe, 18 anos, perdeu a visão do olho direito após ser atingido por uma bala de borracha perto do Maracanã, após o clássico Flamengo x Vasco no último domingo. Ele deve passar por pelo menos três cirurgias, incluindo uma plástica e outra para corrigir uma fratura no nariz.
A família afirma que o disparo partiu de um policial militar enquanto o torcedor deixava o estádio, após tumulto entre torcidas. Arthur está internado na Casa de Saúde São José, no Humaitá, Zona Sul do Rio. Ele diz que não participou da briga, apenas tentava sair do local.
Ele contou que pediu ajuda aos policiais, não recebeu atendimento imediato e só teve socorro de um taxista. Segundo a mãe, houve uso de bombas de efeito moral e gás pela cavalaria. O jovem foi atingido quando se afastava em direção a uma curva do entorno.
Investigação e desdobramentos
A PM informou que cerca de 800 agentes atuaram no policiamento da partida, com registro de 15 prisões. Confrontos ocorreram principalmente após o término do jogo, nas imediações do estádio, com relatórios de agressões entre torcidas rivais.
Além de Arthur, outros dois torcedores ficaram feridos nessa linha de acontecimentos. Dois homens foram espancados e dois permaneceram desacordados; um deles teve o relógio levado. Ambos foram encaminhados ao Hospital Municipal Souza Aguiar, em estado estável.
A família de Arthur cobra responsabilização pelo ocorrido e já acionou a defesa para pleitear indenização. A PM confirmou o início de um procedimento para apurar as circunstâncias do disparo e das demais ocorrências no entorno do Maracanã.
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