- A Copa de 2026 deve ter 77% das seleções vestidas por Nike, Adidas e Puma, com a Puma surgindo como opção menos dominante.
- Adidas vestirá 14 seleções; Nike, 12; e Puma, 11, compondo o “pódio” das fornecedoras.
- Outras marcas aparecem em poucas seleções, como Kelme com duas e várias marcas com apenas uma.
- A forte competição entre as gigantes cria barreiras financeiras para marcas menores, especialmente fora da Europa.
- No lado da moda, Nike e Adidas apostam em estratégias casuais: Jordan Brand no futebol de seleções e Trefoil nas camisas reservas da Adidas.
A Copa do Mundo de 2026 deve bater recordes no número de marcas que vestirão seleções, ampliando de 32 para 48 equipes. Mesmo com maior diversidade, o mercado permanece concentrado em poucas companhias, que disputam espaço pela visibilidade global e pelo retorno comercial. O relatório completo está disponível para consulta.
Idel Halfen, especialista em marketing esportivo, compilou dados sobre as fornecedoras. Nike, Adidas e Puma somam 77% das seleções na competição, o que aumenta a chance de essas marcas protagonizarem momentos simbólicos no torneio. Ainda assim, a participação de concorrentes menores permanece limitada.
O que acontece e quem está envolvido
A Adidas vestirá 14 seleções na Copa de 2026, incluindo Alemanha, Argentina, Bélgica, Espanha, México, Colômbia, Japão, Arábia Saudita, Catar, Escócia, África do Sul, Argélia, Colômbia e Curaçao. A Nike ficará com 12 equipes, entre elas Brasil, França, Estados Unidos, Canadá e Holanda. A Puma tem 11 seleções, como Suíça, Marrocos, Canadá e Portugal.
A Puma aparece como a terceira força, com a Kelme em duas seleções e várias marcas menores com apenas uma equipe. Historicamente, a competição tem mostrado um duopólio entre Nike e Adidas, que concentram as seleções com maior potencial de visibilidade e retorno de marca.
Quando, onde e por quê
A mudança de fornecedor de várias seleções pode ocorrer a partir de 2027, refletindo contratos em valores elevados. A Alemanha, por exemplo, deixará a Adidas após 12 Copas e migrará para a Nike, com valor próximo a 100 milhões de euros por ano. A renovação com o Brasil envolve a Nike, em acordo até 2038, com pagamento anual de US$ 73,5 milhões mais royalties.
No entanto, a presença de Puma e de marcas menos consolidadas destaca a importância de estratégias de patrocínio que vão além dos uniformes. A empresa chinesa Anta investe na Puma, buscando ampliar capilaridade na Ásia e manter a presença em Copas desde 1998.
A barreira financeira e a distribuição
O alto custo de patrocínio é um grande entrave para marcas menores. O varejo costuma preferir seleções de maior peso global, o que restringe o retorno para equipes menos tradicionais. A estratégia de cada gigante inclui não apenas o desempenho esportivo, mas o alcance de distribuição mundial.
Além das camisas, o portfolio de patrocínios também se divide entre iniciativas de lifestyle e moda. A Nike mira a Jordan Brand no futebol de seleções, enquanto a Adidas aposta no Trefoil para ampliar a linha casual. Já as camisas reservas passam a funcionar como itens de moda urbana.
Moda, imprensa e identidade visual
A camisa reserva do Brasil é um case de transformação: o uniforme azul traz a Jordan Brand, sinalizando a expansão do streetwear no futebol. A Nike já introduziu a Jordan em mercados específicos, enquanto a Adidas reintroduz o Trefoil em todo o portfólio, fortalecendo a ideia de peças que vão além do jogo.
Especialista aponta que o objetivo é ampliar o awareness global. A presença das marcas no maior palco do mundo garante visibilidade, ainda que não haja garantia de hegemonia em campo. A gestão de ativos, redes de distribuição e estratégias de varejo definem o sucesso a longo prazo.
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