- O Canadá iniciou um piloto de regra de impedimento por “luz do dia” na Liga Canadense de Futebol (CPL), permitindo que atacante esteja em impedimento se parte do corpo ficar alinhada com o penúltimo defensor, incluindo o pé.
- Alejandro Díaz tornou-se o primeiro jogador da CPL e o primeiro profissional a marcar diretamente sob essa regra, após o duelo entre Pacific FC e Halifax Wanderers.
- A CPL começou o piloto no início de abril e manterá a uso durante a temporada de 2026, com apoio da Fifa.
- O ex-treinador Arsène Wenger, hoje chefe de desenvolvimento global da Fifa, é um defensor da mudança, que pode aumentar gols e simplificar os impedimentos; o piloto recebe acompanhamento de outras figuras do futebol.
- Além da regra, o experimento inclui o Football Video Support (FVS), que permite duas revisões de vídeo por jogo para decisões críticas, como gols anulados e penais.
Alejandro Díaz marcou pela Pacific FC em uma jogada de meia distância e, ao fazê-lo, tornou-se o primeiro jogador da Canadian Premier League (CPL) a marcar sob a regra daylight offside. O lance ocorreu na vitória por 2 a 2 com o Halifax Wanderers, após o jogo ter começado com o atacante em posição decisiva para o gol de abertura. A inovação está sendo testada pela CPL desde o início de abril, em sua oitava temporada, com apoio da Fifa.
A CPL está conduzindo o experimento para avaliá-lo ao longo de 2026, com o objetivo de esclarecer a viabilidade de adotar globalmente a regra daylight offside. O conceito permite que o atleta permaneça em linha com o penúltimo defensor desde que parte de seu corpo esteja em linha, diferente da regra tradicional, que exige posição mais adiantada em relação ao último defensor.
James Johnson, comissário da liga, justifica a experiência como forma de simplificar decisões de arbitragem e potencialmente aumentar o número de gols. O piloto recebeu apoio de ex-jogadores e de parte da comunidade do futebol, inclusive de dirigentes da Fifa, mas também enfrenta críticas de goleiros e defensores que aprendem a ler o jogo pela linha de impedimento.
Contexto e reações
Díaz, maior artilheiro da CPL, elogiou a regra por facilitar situações de gol. Ele indicou que a modulação pode beneficiar atacantes ao criar pequenas vantagens de finalização. Já o comissário Costa Smyrniotis destacou que mudanças ocorrem apenas por meio de um período de teste, com ajustes possíveis ao longo do caminho.
Entre os críticos, defensores apontam que a regra pode exigir novas leituras de posição e alterar rotinas defensivas de longa data. O defesa Thomas Meilleur-Giguère, Wanderers, afirmou que o ajuste muda conceitos treinados há anos. Entrevistados ressaltaram que a experiência é um laboratório para a superioridade técnica da arbitragem com o uso de revisões.
O experimento inclui ainda o uso do Football Video Support (FVS), que permite aos treinadores two desfaques de vídeos para contestar decisões cruciais, como gols anulados, pênaltis ou expulsões. Em quatro rodadas da temporada, as revisões já impactaram jogos com pênaltis, gols anulado e outra expulsão tardia.
Perspectivas futuras
A CPL vê no daylight offside uma oportunidade de clarear pontos conflituosos do jogo e manter a competição ágil. O debate envolve Federações, reguladores e clubes, com o objetivo de avaliar impactos táticos, técnicos e de ritmo de jogo. A Fifa acompanha o experimento para avaliar possibilidades de adaptação global.
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